Para os fãs do teatro, o nome de Sarah Bernhardt sempre soa envolto em uma aura quase divina. Esta atriz foi um ídolo mundial na sua época, e encarnava aquele ideal de diva, de deusa, de femme fatale, de pessoa cujo talento ficava acima da linha da normalidade.
Nascida em Paris em 1844, dominou os palcos da Europa e logo em seguida sua fama ganhou o mundo. Além de atriz, foi cortesã famosa tendo aos seus pés desde intelectuais de renome até cabeças coroadas. Na época, o limite que separava as duas atividades quando se tratava de mulheres era bem tênue, e Sarah, sem querer a principio assumir o papel de mulher galante para o qual havia sido empurrada por sua mãe, terminou por encarná-lo e e seus amores e aventuras ficaram famosos, suas peripécias corriam o mundo.
Oscar Wilde escreveu Salomé para ela; teve casos com Gustave Doré, Georges Clarin, , os atores Jean Mounet Sully e Lou Tellegen, e com o escritor Victor Hugo. Teve ainda um caso com a pintora Louise Abbema.
Foi casada com o ator Aristides Damala; o casamento durou pouco em si durou pouco e conta-se que, ainda casada com ele, Sarah teria se envolvido com o Príncipe de Gales, que posteriormente veio a se tornar o rei Eduardo VII da Inglaterra.
Chamavam-na “A Divina Sarah”. Excursionou pelo mundo quase todo com suas peças de teatro; além de atriz cuidava da sua companhia de teatro com grande tino empresarial e fez fortuna com seu trabalho. Seu papel mais marcante foi o da peça A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas. Representou todo tipo de papel, incluindo Hamlet, de William Shakespeare.
Em 1905, encenava La Tosca no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Na cena final, ela se atirava do alto de um muro para a parte de trás do cenário, onde deveria cair em cima de colchões ali colocados. O contra-regra esqueceu de fazê-lo, e ela quebrou a perna, que não se recuperou, precisando ser amputada tempos depois. Mesmo assim, continuou representando, sentada em uma cadeira de rodas, aproveitando-se da sua presença magnética e da sua voz envolvente e cheia de nuances, que manteve-se incólume ao envelhecimento.
Em 1923, com quase 80 anos, estava rodando um filme quando desmaiou. Faleceu a 26 de março do mesmo ano, sob os cuidados do seu filho Maurice.
Um video do You Tube mostra a atriz em uma pequena cena; a interpretação é calcada no teatralismo, com largos gestos e gritos que nao se ouvem no video – o cinema ainda não tinha som.
























Lá vou eu de novo, meu caro leitor, na minha eterna e incessante luta contra o barulho urbano, praga maldita que inferniza a vida dos habitantes das cidades.
É uma invenção genial. Parece uma caixa de som de 15cm x 8 cm. Você liga na tomada e pendura do lado de fora da janela, na direção dos latidos do cão. Quando os latidos superam um determinado nível, o aparelho inicia uma emissão ultrassônica por 10 a 15 segundos, que causa somente um pequeno desconforto no animal mas nada que o prejudique ou afete a sua saúde. O animal para imediatamente de latir. E o melhor: seu vizinho nem precisa saber. Essa maravilha custa apenas R$ 169,00 mais frete, em até três vezes no cartão; se você for ao exterior pode comprar por cerca de 60 dólares.
Lá estava eu no centro da cidade, sol a pino, calor abrasador, voltando de um reunião do Instituto de Genealogia. Um mulher emparelhou comigo. “Cuidado na bolsa”, disse ela. “Vinha dois caras ali atrás, colados com a senhora. Acho que eram ladrões.” Bem, eu ando agarrada com a minha bolsa, atracada, e não largo dela um instante. Agradeci e como já estava pertinho do estacionamento, entrei no carro e segui para o supermercado, onde ia fazer as compritchas da semana. Chegando lá, ao entrar no banheiro para me arrumar um pouco, qual não foi a minha surpresa quando dei por falta da volta que levava ao pescoço. Nada de mais, uma coisinha baratinha, que deve ter custado ai uns 40 reais, mas que parecia coisa boa, de ouro. Aí fiquei pensando: será que o ladrão tirou a volta do meu pescoço e eu nem vi? Provavelmente foi, porque o fecho estava em perfeito estado, a corrente era grossa e eu não senti nenhum empurrão ou qualquer tipo de contato.
Hoje é o Dia Mundial do Teatro. Então, deixem-me falar um pouco sobre essa arte em que milito há anos, e onde já fiz de quase tudo, principalmente como dramaturga, atriz, crítica, professora, diretora eventual, e principalmente, praticante apaixonada.
Sempre defendi, como pessoa de teatro, aquilo que chamo de preparação espiritual do ator. Essa tal preparação “espiritual” não tem nada a ver com religião, mas com a elevação do espírito, do intelecto, das idéias, dessa parte imponderável do ser humano que extrapola as habilidades corporais desenvolvidas pelos exercícios, que hoje em dia são muitas vezes colocadas como os principais requisitos para o trabalho teatral. Essas técnicas são importantes mas ficam vazias e mecânicas se o ator não tiver esse desenvolvimento interno, do “espírito”, da sua essência enquanto ser humano.