As igrejas do interior

31 03 2009

Quando viajo por aí, sempre gosto de fotografar as igrejas das pequenas cidades do interior. Algumas são verdadeiras jóias, mostrando uma arquitetura suave, singela, de um barroco modificado, mas ainda guardando alguns elementos que lembram os majestosos templos das grandes capitais. Outras, coitadinhas, foram tão modificadas em nome de “reformas” e “melhorias” que parecem monstrengos. Tenho muitas fotos dessas igrejas, e hoje aqui publico algumas. Todas as fotos são minhas. Não sou fotógrafa. O único valor dessas fotos é o registro.

Afogados da Ingazeira - PE

Afogados da Ingazeira - PE

Bonito - PE

Bonito - PE

Cabaceiras - PB

Cabaceiras - PB

Itambé - PE

Itambé - PE

Monteiro - PB

Monteiro - PB

Patos - PB

Patos - PB

Pesqueira - PE

Pesqueira - PE

São João do Cariri - PB

São João do Cariri - PB

Soledade - PB

Soledade - PB

Timbaúba - PE

Timbaúba - PE

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Você separa o seu lixo? Eu não…

30 03 2009
Eu moro aqui!

Eu moro aqui!

Enquanto todo mundo estava passeando ontem, no domingo, eu resolvi fazer uma faxina básica na casa. Ou melhor, no apartamento. Moro sozinha e procuro tomar conta de tudo sem empregada ou faxineira. É legal porque me mantenho ativa e desarrumo menos depois, sabendo que sou eu mesma que vou consertar a bagunça.

Aí sempre fico chateada na hora de colocar o lixo fora, porque não há coleta seletiva de lixo onde moro. Meu bairro é de classe média, o edificio em que moro é alinhado, mas o lixo vai para dentro dos tambores tudo misturado: vidro, papel, alumínio, plástico… Questionei o síndico sobre isso e ele me disse que tentou fazer uma vez uma separação do lixo, porque soube que havia um órgão da prefeitura que mandava apanhar o material para reciclagem. Ele fez uma campanha, sensibilizou os moradores mas ninguém veio buscar o lixo, apesar dos inúmeros telefonemas que ele deu lá para o tal setor. Foram se acumulando na garagem do prédio os recipientes com papel, vidro, plástico, exalando mau cheiro, atraindo insetos, até que a situação, insuportável, foi resolvida pelo síndico com a contratação de um caminhão, pago pelo condomínio, para se livrar do lixo.

E tudo voltou a ser como antes. E é de fazer dó ver o caminhão do lixo levar, três vezes por semana, doze a quinze lixaotonéis de lixo, tudo misturado.

Você pode até dizer que eu poderia separar o MEU lixo e ir entregar em algum lugar, no estacionamento do Pão de Açúcar, por exemplo, onde há grandes recipientes para receber o lixo separado.

Mas eu pergunto: e quando eu me arrumar toda pra sair, vou ter que descer no elevador carregando os sacos de lixo? E enquanto isso o lixo fica acumulado dentro do apartamento juntando baratas? Eu simplesmente o-d-e-i-o baratas! E tudo isso para suprir uma deficiência do poder público que era quem deveria instituir e manter a coleta seletiva?

No bairro onde fica a minha casa, Capim Macio, em Natal, havia uma coleta seletiva que funcionava muito bem. Não sei se continua. Mas aqui na capital parahybana, pelo menos na minha vizinhança, a coisa ainda é muito, muito precária no que se refere a esse tipo de prática.

Fica o recado a quem interessar possa.

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MANTER O PADRÃO

Quando o camarada monta um negócio para oferecer um serviço ao público, ele precisa manter o padrão desse serviço. Qualquer modificação só é permitida no sentido de melhorar, nunca de piorar a qualidade.

jantarDigo isso porque faz uns dias elogiei pelos jornais o restaurante Terraço Brasil, do qual gosto muito, e nessa semana que passou, mais precisamente na quarta-feira dia 25, fui lá com uma amiga para o jantar. Meu objeto de desejo era um prato que consta do cardápio,uma delícia: carne-de-sol com purê de macaxeira e jerimum. O prato é servido com uma porção de carne-de-sol desfiada e deliciosamente crocante, ladeada pelo purê de jerimum tornado irresistível por um toque de canela e outras especiarias, e o purê de macaxeira tradicional. Pelo menos foi assim que degustei esse prato no mês de janeiro.

Cruel decepção, meu caro leitor. A maravilha culinária estava completamente desvirtuada. A carne estava encharcada de óleo, o purê de jerimum só tinha gosto de água e sal, sem as especiarias, e o purê de macaxeira estava azedo, incomestível.

Não reclamei não. Penso que não adianta fazer isso lá, na hora, porque mesmo que o garçon me trouxesse outro prato, eu já havia perdido o apetite. Faço aqui o registro para chamar a atenção da necessidade se manter o padrão em tudo o que faz. Se não for assim, a capital parahybana pode enterrar em cova profunda suas pretensões à ampliação do turismo.

Vou continuar indo lá, porque gosto do lugar. Mas nunca mais arriscarei qualquer pedido. Fico na Coca Zero: é mais seguro.

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Trompetista - São João do Cariri/PB (Foto Umas&Outras)

Trompetista - São João do Cariri/PB (Foto Umas&Outras)





Obrigado, filho de Nossa Senhora Aparecida

29 03 2009

PARTE 1

Ontem, sábado, acordei às oito da manhã com um carro de som postado na esquina da minha rua. Com uma voz chorosa, um homem contava uma história tão comum nos nossos dias: a de uma jovem que ao chegar em casa às seis horas da noite havia sido assaltada por dois bandidos que, não contentes em levar o pagamento que ela havia recebido naquele dia, só de maldade lhe deram uma forte pancada na cabeça, o que a deixou desmaiada durante um tempo.

Depois de socorrida, constatou-se que ela precisava “se operar com urgência pois havia um tumor de água crescendo dentro da cabeça dela”, nas palavras do “locutor”. A operação iria ser feita em Recife, e ele estava ali pedindo a ajuda e a caridade dos passantes. E dizia: “Venha, pode se aproximar, não é mentira não, venha ver a moça, ela está aqui no carro.” E as pessoas, como observei aqui da varanda do apartamento, se aproximavam para ver, algumas contribuíam, e o cara continuava a contar e recontar a história, sem esquecer de agradecer as contribuições: “Obrigado, filho de Deus. Obrigado, meu filho de Nossa Senhora Aparecida”.

E eu, que queria dormir um pouco mais neste sábado, depois de uma noite quase toda em claro, lendo e escrevndo umas coisas, tive que me levantar da cama, pensando a merda que é viver num país desse, que não protege o cidadão, que permite uma violência sem medida, como essa que vitimou essa pobre coitada, assaltada no dia em que recebu o pagamento, às seis horas da noite, na porta de casa. É uma realidade cruel e desumana que impede também que a vítima, ferida e incapacitada, tenha direito a um atendimento médico adequado, precisando se expor a pedir esmolas pelas ruas da cidade para poder arcar com o tratamento. Uma realidade f-d-p que leva o cidadão a exibir em público sua miséria, servindo de repasto para a curiosidade doentia dos que se aproximavam do carro para olhar a moça “ccom um tumor de água na cabeça”, seja lá o que isso queria dizer.

Eu assim que me acordei fiquei com raiva da barulhada que não me deixou dormir. Depois, a raiva se transferiu para esses f-d-p que se elegem e nada fazem para que coisas assim deixem de acontecer.

PARTE 2

Escrevi isso dai e fui ali almoçar com  um pessoal. Aí comentando o caso, alguém me disse: “É um golpe. Há alguns carros circulando por aí com histórias diferentes, sempre com gente que precisa se operar e que padece dos males mais bizarros“.

Eu desisto, meu caro leitor. Continuo reafirmando tudo que disse na Parte 1 sobre a desgraça que é viver num tempo desse e considero que me sinto ainda pior, porque quase me deixei enganar pelos aproveitadores da boa fé das pessoas.

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MORTO NA SUA IDADE

E já que o assunto está assim meio mórbido hoje, veja esse site onde você coloca a data do seu nascimento e ele lista todas as pessoas famosas que morreram com a idade em que você está agora. Mórbido e desnecessário, mas tem quem goste.

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AINDA NO TERRENO DO BIZARRO…

Ana Paula Castro, 23 anos, estava esperando no carro enquanto seus sogros estavam fazendo compras no Carrefour. Muitas pessoas a viram dentro do carro com os vidros fechados, com os olhos cerrados, e com as duas mãos na nuca. Um cliente que passou por ali estranhou e foi até o carro. Ele percebeu que os olhos de Ana Paula estavam agora abertos, e que ela estava com um olhar muito estranho. Ele perguntou-lhe se estava bem, e ela respondeu que havia levado um tiro na cabeça, e estava segurando seu cérebro por mais de uma hora. O homem chamou o Corpo de Bombeiros, e quebraram o vidro para entrar no carro, porque ele estava trancado, e Ana Paula recusava-se a tirar as mãos da nuca. Quando um dos bombeiros finalmente conseguiu entender o que acontecera, notou que Ana Paula estava com uma pasta gosmenta na nuca.

Uma embalagem de 1 litro de creme de leite no banco de trás do carro estourara por causa do calor, fazendo um barulho parecido com um tiro, e o creme foi jogado para todos os lados, caindo uma parte na nuca de Ana Paula. Quando ela pôs as mãos atrás da cabeça, sentiu a massa mole e achou que fosse seu cérebro. Primeiro desmaiou, mas recuperou-se rapidamente e tentou segurar o cérebro por mais de uma hora, até que alguém chegou para acudi-la.

A EXPLICAÇÃO

Ana Paula é loura…

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O cachorro do vizinho

28 03 2009

cachorroLá vou eu de novo, meu caro leitor, na minha eterna e incessante luta contra o barulho urbano, praga maldita que inferniza a vida dos habitantes das cidades.

Na selva de pedra, uma das coisas que mais nos incomoda, moremos em casa ou apartamento, é o latido do cão do vizinho. Alguns condomínios proíbem cachorro, outros permitem cachorros pequenos – muitos deles com um grande latido – mas, moremos em apartamento ou casa nada nos defende dos latidos incessantes, dia e noite, de animais carentes, solitários, amarrados muito tempo, doentes, famintos, sedentos ou simplesmente neuróticos, porque os cães também estão adquirindo as mazelas do ser humano.

Mas seus problemas acabaram, meu amigo à beira de um ataque de nervos. Se o seu vizinho tem um cão que não lhe dá sossego, eu descobri na Internet um aparelho mágico, que faz o cachorro parar de latir. Chama-se “Inibidor de Latidos” e pode ser encontrado no site www.eurolocks.com.br

img4444É uma invenção genial. Parece uma caixa de som de 15cm x 8 cm. Você liga na tomada e pendura do lado de fora da janela, na direção dos latidos do cão. Quando os latidos superam um determinado nível, o aparelho inicia uma emissão ultrassônica por 10 a 15 segundos, que causa somente um pequeno desconforto no animal mas nada que o prejudique ou afete a sua saúde. O animal para imediatamente de latir. E o melhor: seu vizinho nem precisa saber. Essa maravilha custa apenas R$ 169,00 mais frete, em até três vezes no cartão; se você for ao exterior pode comprar por cerca de 60 dólares.

Eis o depoimento de um conhecido sobre o desempenho do aparelho: “A cadela da vizinha latia desesperadamente toda a noite. O aparelho foi pendurado na janela do quarto, do lado de fora. Assim que a cadela late o aparelho liga sozinho. Os latidos vão parando bem rápido pois a cada latido o aparelho liga e fica uns 30 segundos ligado. E o cachorro para de latir. O aparelho é muito bom e fácil de instalar. Basta deixá-lo na direção do cão.” E acrescenta, com uma pitada de maldade: “É muito engraçado você olhar o cachorro procurando a fonte do ruído.” Genial, não é mesmo?

CRUNCHING DOG

crunchingdog

Olhe que bonitinho! Achei aqui

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COMO CRISTO NA CRUZ

assaltoLá estava eu no centro da cidade, sol a pino, calor abrasador, voltando de um reunião do Instituto de Genealogia. Um mulher emparelhou comigo. “Cuidado na bolsa”, disse ela. “Vinha dois caras ali atrás, colados com a senhora. Acho que eram ladrões.” Bem, eu ando agarrada com a minha bolsa, atracada, e não largo dela um instante. Agradeci e como já estava pertinho do estacionamento, entrei no carro e segui para o supermercado, onde ia fazer as compritchas da semana. Chegando lá, ao entrar no banheiro para me arrumar um pouco, qual não foi a minha surpresa quando dei por falta da volta que levava ao pescoço. Nada de mais, uma coisinha baratinha, que deve ter custado ai uns 40 reais, mas que parecia coisa boa, de ouro. Aí fiquei pensando: será que o ladrão tirou a volta do meu pescoço e eu nem vi? Provavelmente foi, porque o fecho estava em perfeito estado, a corrente era grossa e eu não senti nenhum empurrão ou qualquer tipo de contato.

Ficaram duas sensações estranhas. A primeira, de que um homem tocou a minha nuca e eu não senti; e a segunda, de que andar pelo centro da capital parahybana é a mesma coisa que estar como Cristo na cruz: com um ladrão de cada lado…

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AINDA O TEATRO

Veja algumas ideias interessantes sobre o preço dos ingressos dos espetáculos de teatro AQUI.

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ESTOU…

… PLANEJANDO passar a semana santa numa cidade pequena e bonitinha, pra fazer muitas fotos.

… USANDO esmalte rosa antigo na unha bem curtinha.

… ACREDITANDO que vou conseguir manter o blog atualizado todo dia.

… PRATICANDO GTD, devagar e sempre.

… PLANTANDO verde pra colher maduro.

… TWITTANDO uma vez por dia.

… DERRETENDO nesse calor.

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Até amanhã, ou antes disso, quem sabe, em edição extraordinária!





Dia Mundial do Teatro

27 03 2009

teatroHoje é o Dia Mundial do Teatro. Então, deixem-me falar um pouco sobre essa arte em que milito há anos, e onde já fiz de quase tudo, principalmente como dramaturga, atriz, crítica, professora, diretora eventual, e principalmente, praticante apaixonada.

O teatro é uma atividade absorvente e muitas vezes ingrata, principalmente quando perseguimos um resultado que pretende ser mais artístico do que comercial, quando buscamos mais a evolução estética da arte que praticamos do que uma gorda bilheteria e casas lotadas.

Por outro lado, como viver de teatro sem atender aos aspectos comerciais da arte? Como pagar o aluguel, a escola das crianças e a conta do supermercado sem vender ingressos? Artistas moram, comem, têm filhos, usam luz elétrica e água encanada. Parece óbvio, mas muita gente esquece disso e adora pedir uma cortesia para não pagar dez reais por um ingresso. Conciliar arte com mercado, eis o grande dilema de produtores, diretores e atores, que vivem tendo o palco como o centro pulsante e apaixonado de suas vidas.

Entre os vários problemas que o teatro nos coloca, está um, crucial nos dias de hoje, que é a formação do ator. theatreSempre defendi, como pessoa de teatro, aquilo que chamo de preparação espiritual do ator. Essa tal preparação “espiritual” não tem nada a ver com religião, mas com a elevação do espírito, do intelecto, das idéias, dessa parte imponderável do ser humano que extrapola as habilidades corporais desenvolvidas pelos exercícios, que hoje em dia são muitas vezes colocadas como os principais requisitos para o trabalho teatral. Essas técnicas são importantes mas ficam vazias e mecânicas se o ator não tiver esse desenvolvimento interno, do “espírito”, da sua essência enquanto ser humano.

Ler, pensar, trocar idéias, ver filmes, ver quadros, ouvir música, experimentar outros tipos de artes, experienciar a transcendência, a ampliação da consciência, praticar a felicidade, tocar um instrumento musical, observar a natureza e aprender com ela…

Mas tudo isso dá trabalho e a maioria dos jovens atores continua com um pé no palco e os olhos e o desejo na TV Globo, sem sequer ir ao cinema, quanto mais ler um livro! Aí fica aquela casca seca, dominando técnicas corporais, encostando o calcanhar na nuca, mas sem referências interiores para cumprir a tarefa do ator que é criar do nada, tendo como ponto de partida apenas as falas do texto, um personagem completo.

E é aí que reside a mágica desta arte. Criar um ser humano de verdade – de verdade enquanto a cena existe – dando-lhe alma, vida, energia, emoções, suor, sangue, lágrimas e risos! Quem poderia aspirar a uma tarefa mais empolgante do que esta? Um tarefa de deuses? E isso acontece todo dia no teatro, mas num teatro feito por pessoas que, além de músculos, ossos, tendões e ligamentos tenham também espírito, alma, essência.

(Esse texto foi publicado n’A União – João Pessoa/PB – em junho de 2007).

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MINHA PRIMEIRA VEZ

Lembro da primeira vez em que subi a um palco para fazer um personagem, numa peça de teatro do SESI, em Campina Grande. Eu fazia o papel de uma mulher adulta, de uma assistente social, com falas decoradas e ensaiadas. O ano era 1958 e eu tinha dez anos de idade. Foi minha estréia.

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OS QUE JÁ FORAM

Presto homenagem a Carlos Nereu, Fernando Athaíde, Chico Vila, Lenício Queiroga, Jesiel Figueiredo, Sandoval Wanderley, Meira Pires, todos eles grandes nomes do teatro do Rio Grande do Norte, que conheci e com quem convivi. Tenho gravada na minha cabeça, como num filme, a imagem inesquecível de Sérgio Dieb interpretando Augusto dos Anjos no palco do Teatro Alberto Maranhão, em Natal, no início dos anos ’70.

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OS QUE AINDA ESTÃO

Um beijo grande para Marcos Bulhões, Henrique Fontes, João Marcelino, Keila Fonseca, Vitorio Ramon e tantos outros. Grandes amizades, forjadas nos ensaios, testadas nos bastidores e glorificadas em cena.

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Como Gipsy, a cigana, durante uma performance. Gipsy nasceu em 1996 no espetáculo  "O Romance do Pavão Mysteriozo", dirigido por Marcos Bulhões. Depois criou vida prória e saiu aprontando por aí.

MEU ALTER EGO: Gipsy nasceu em 1996 no espetáculo "O Romance do Pavão Mysteriozo", dirigido por Marcos Bulhões. Depois criou vida própria e saiu aprontando por aí. Esta foto foi feita durante uma performance na Casa da Ribeira, em 2004.

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AMANHÃ É SÁBADO…

… pé de quiabo. E tem mais Umas & Outras.





Um novo começo

26 03 2009

paratwitterHá muito tempo que prometo um blog aos meus leitores. Não são muitos leitores, mas são fiéis e queridos, e acompanham há anos as peripécias e aventuras da “professora Clotilde” nestes mares virtuais.

Não é o meu primeiro blog. Já comecei vários, mas termino abandonando, deixando pela metade. O caso é que sou irregular, anárquica, avessa à rotina, amiga do caos. Basta uma coisa ir bem direitinho, bem encaminhada, para eu me aborrecer e pular para outra. Talvez seja por isso que as iniciativas anteriores não tenham dado certo. Porque blog, como se sabe, tem que ter atualização diária, senão o freguês vem uma vez, vem duas, vem três, não vê nada de novo, vai embora e não volta nunca mais.

Neste ano de 2009 completa dez anos que iniciei um “projeto de comunicação” ao qual dei o nome de Umas & Outras, com um boletim que eu fazia inicialmente em formato Word e que enviava por email para uma lista de assinantes, pela Internet. Era de periodicidade semanal, e sofreu vários e diversos atropelos ao longo desses dez anos de vida, tanto com quebras de periodicidade como com mudança de formato.

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De qualquer forma, o Umas & Outras já teve muitas caras: boletim em Word, boletim em HTML, site na Internet com diversos colunistas durante um ano e com atualização diária, boletim outra vez, blog sediado no Uol, boletim em HTML de novo… E sempre, sempre com as temáticas básicas concentradas em quatro pilares: Arte, Cultura, informação e Humor.

Agora, o Umas & Outras novamente renasce das próprias cinzas, qual fênix pós-moderna, e vira blog, utilizando os recursos do WordPress, que facilitam muito a minha vida airada e irresponsável. Então, todo dia – ou quase – pode vir aqui que tem novidade. Assine o feed, para não esquecer; e comente, se tiver disposição e paciência.

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CASA PRÓPRIA? QUEM CONFIA?

Vejo nos jornais que o governo está lançando um plano de habitação para as pessoas carentes. Lembro de um conto-de-vigário semelhante, no qual caí em 1988 para descobrir, 20 anos depois de pagar em dia, que devia ainda quantia superior ao valor do imóvel multiplicado por três ou quatro. Agora sou mais uma das muitas pessoas que estão entrando na Justiça contra a Caixa Econômica Federal.

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DEVAGAR E SEMPRE

Aos pouquinhos, qual tartaruga da terceira-idade, o Umas & Outras vai acrescentando novidades. Estou construindo a lista de blogs interessantes e de links para serem visitados que você vai ver ao lado, aumentando a cada dia e acrescentando novos e interessantes widgets para animar as coisas por aqui. Então, não fique me cobrando que eu estou assim meio lenta nesses dias de muito calor e pouca brisa.

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ESTOU…

… LENDO Baú de Ossos, de Pedro Nava. De novo.

… OUVINDO The Commitments, depois de assitir ao filme Loucos pela fama.

… VENDO a 3a. temporada de The Sopranos, que baixei da internet.

… JUNTANDO os escritos do meu pai Nilo Tavares, para publicar um livro sobre ele.

… BEBENDO suco de uva com mineral com gás.

… COMENDO sopinhas sem gordura, e sem gosto de nada.

… PENSANDO onde é que vou passar a Semana Santa.

… SONHANDO cada sonho!

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E por hoje é só… mas amanhã tem mais!