O doce prazer da leitura

2 08 2009

Viciada em livro que sou, quando começo com esse assunto não consigo mais parar. Para mim, uma das melhores formas de passar o tempo é ler, e através da leitura e usando um lugar mais do que comum, “viajar nas asas da imaginação”.

Bienal do Livro da PB, em 2006.

Bienal do Livro da PB, em 2006.

Passando a vista no “Como e por que ler”, do crítico Harold Bloom, fiquei pensando como é bom um “livro sobre livros”, como é o caso deste. O bom deste tipo livro, pelo menos para mim, é que ele me remete a leituras que nunca mais eu tinha feito, como Jorge Luís Borges. Reli com extremo prazer “Tlön, Uqbar, Orbis Tertius”, recomendado por Bloom, e de quebra li outras coisas das quais gosto muito, como “Funes, o Memorioso” e “Aproximação a Almotásim”. Aí, acontece que dei por falta na estante dos meus exemplares de “O Aleph” e “História Universal da Infâmia”. Emprestados não foram, pois tomo nota de todos. Devem estar perdidos em outras estantes, quem sabe entre os livros de teatro ou de folclore.

Falando sobre o hábito da leitura, Bloom diz que crianças criadas em frente da TV e que passam a adolescência na frente do computador realmente não formam esse hábito, e chegam à Universidade completamente refratárias a esse estranho objeto chamado livro.

Crianças atenta á contação de histórias na Bienal da PB em 2006.

Crianças atentas à contação de histórias na Bienal da PB em 2006.

Eu que o diga, que quando ensinava na UFRN sempre passava a cada nova turma pelo mesmo tormento de explicar aos meus alunos que um curso universitário implica em leitura, sim; e que não podemos ler apenas um livro por semestre. Muitos achavam “absurda” a “exigência” de que eles lessem de três a quatro livros sobre os temas estudados.

Quem não lê não sabe o que está perdendo. A leitura nos livra da solidão, nos faz viajar sem gastar dinheiro e ajuda a gente a se entender melhor, e a compreender os outros.

Na entrevista que li do Harold Bloom, ele diz que “uma democracia depende de pessoas capazes de pensar por si próprias. E ninguém faz isso sem ler.”

Passo sem computador e sem Internet. Mas sem livros, não me atrevo sequer a pensar.

As fotos são minhas. A Bienal Nacional do Livro da Paraíba realizou-se em maio/junho de 2006, no Espaço Cultural. Atuei como curadora do evento.

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2 08 2009
Malone

Você sempre nos dando o prazer da leitura.
Beijos,
Malone

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