Similia similibus

22 02 2010

Na década de 1970, quando eu fiz Faculdade, a Homeopatia era considerada crendice, superstição ou, no máximo, em palavras muito favoráveis, conhecimento tradicional mas sem comprovação científica.

O tempo passou, as coisas foram mudando e hoje a Homeopatia é ensinada nas escolas e  considerada uma especialidade média. Os médicos que a praticam também não podem mais ser acusados de charlatanismo. Da mesma forma que a Homeopatia, outras práticas tradicionais como a Acupuntura, por exemplo, saíram da clandestinidade e hoje são aceitas e desenvolvidas.

Como professora do curso de Medicina, de 1976 a 1992, eu eventualmente fazia parte do Colegiado do Curso e lembro de uma ocasião em que foi discutido o assunto. O que se alegava era que os medicamentos homeopáticos, por serem excessivamente diluídos, não continham quantidade terapêutica da substância que supostamente causa a cura; e os padrões energéticos que os homeopatas alegam ser responsáveis pela cura não podem ser comprovados cientificamente.

Não quero entrar no mérito da discussão, isso mesmo porque na minha cabeça ela já está superada ao longo desses 30 anos em que vi a Homeopatia ser praticada sempre com responsabilidade e com sucesso.

O que me parece é que voltei esses mesmos 30 anos atrás no tempo quando assisti ao Jornal Nacional nesta segunda feira. Uma matéria mostrou que na Inglaterra, o parlamento britânico através de um relatório da sua Comissão de Ciência e Tecnologia afirma que os remédios homeopáticos não têm eficácia, são inócuos e, se curam, é por efeito psicológico, a exemplo dos placebos. Continua afirmando o relatório que as explicações cientificas que procuram referendar a homeopatia não são convincentes e recomenda que o governo não ofereça mais essa opção nos serviços públicos de saúde.

Parece que a tal comissão não levou em conta todos os estudos igualmente científicos que vem sendo realizados ao longo dos anos e que comprovam a eficácia da homeopatia. Eu, que já vivi muito, desconfio de quando vejo parlamentares subitamente interessados numa questão desse tipo, como essa levantada pelo parlamento britânico. Como a homeopatia é uma opção terapêutica barata e com nenhum efeito colateral, sinto cheiro de influência do lobby farmacêutico alopático por trás disso tudo.

Sou usuária eventual da homeopatia e considero que sua indicação é de primeira escolha em certos tipos de problemas de saúde. Como não faz mal, não vejo motivo para criticar seu uso a não ser, é claro, o motivo financeiro de quem sempre quer lucrar mais com a doença dos outros.


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