Umas perguntas

18 03 2010

A mídia me mostra coisas curiosas nesses dias.

A primeira é uma policial com uma arma do tamanho do mundo enfiada na cintura, tomando uma criança dos braços de uma jovem mãe. Com a criança aos berros nos braços, ela entra no banco da frente de um carro que sai em disparada. Tudo errado.

Mais uma: Xuxa Meneghel dando opinião de entendida sobre royalties petrolíferos, secundada por Letícia Spiller, que era Paquita, lembram? Quase eu canto ilariê.

Depois, é a hora do triste episódio do assassinato do cartunista Glauco, esclarecido, uma vez que o assassino confessou o crime. Aí a mídia fica sem assunto e tenta implicar o chá de ayhuasca como motivação para o delito.

Fico indignada com a brutalidade policial no primeiro caso; no segundo caso, é só impaciência com as estrelas de TV falando sobre o que não entendem. Mas no terceiro é raiva mesmo da burrice e da falta de conhecimento. A ayhuasca não transforma ninguém em assassino. O álcool faz isso, e não é vendido em toda esquina?

Pois é.

Ainda estou com dor nas costas, e por isso não estou escrevendo coisa-com-coisa.

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