Linkagem

21 03 2010

Bobagens em origami:

http://lifehacker.com/5463790/learn-how-to-fold-thousands-of-origami-figures-at-origami-club

Denise, blogueira que mora na Coréia, fala sobre um fenômeno próprio dali:  a poeira amarela.

http://sindromedeestocolmo.com/archives/2010/03/a_poeira_amarela_vista_aqui_de_casa.html/

Meu sobrinho Nilo Neto vai pra cozinha – sim, o bonitão está lá sem camisa – e prepara maminha com cerveja preta. A entregação é do blog da namorada, Jady.

http://jady.blogspot.com/2010/02/namo-na-cozinha.html

Dobrar um lençol é fácil. A dica é do site Chega de Bagunça. http://chegadebagunca.blogspot.com/2010/01/dobrando-lencol-de-elastico-como-um.html

Você é “creuza”? Se for, seu blog é o Vende na Farmácia, onde Joo e Loo fornecem material para todas as suas fantasias. E se você não sabe o que é ser “creuza”, relaxe. Se não sabe, é porque você não é e, em não sendo, não vale a pena mesmo pensar nisso.

http://www.vendenafarmacia.com/

Dicas preciosas para construir sua networking. No site Efetividade.net. http://www.efetividade.net/2010/03/15/networking-amplie-seu-circulo-de-influencia/

Você é blogueiro do WordPress? Muitas dicas aqui. http://www.pblog.com.br/

Ligado na Hungria, ou, mais especificamente, no idioma magiar? O tradutor Chico Moreira Guedes lhe conduz nos meandros dessa cultura. http://hungaromania.wordpress.com/

Andaram dizendo que o e-mail havia morrido. Tiago Dória defende que não. http://www.tiagodoria.ig.com.br/2010/03/10/apos-39-anos-o-email-continua-firme-e-forte/

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Deletando a solidão!

4 02 2010

De quinze em quinze dias somos bombardeados pela mídia com a mais “nova” pesquisa sobre a rede mundial dos computadores. Os jornais dizem que pesquisadores de tal ou qual universidade chegaram à conclusão de que a Internet faz com que as pessoas fiquem cada vez mais isoladas sem se comunicarem umas com as outras.

Aí eu tenho que apelar para a minha padroeira Santa Zoraide e pedir que ela clareie a cabeça desse povo. Ora, minha gente: o que é a Internet? Uma ferramenta de comunicação, constituída por computadores ligados em rede e à frente de cada um desses computadores existe alguém que tecla, que clica o mouse e que olha o monitor! Então como é que a Internet pode isolar as pessoas? Ela faz exatamente o contrário!

Com a Internet podemos trocar informações e experiências, lançar apelos e responder a pedidos, fazer denúncias, conhecer pessoas, namorar, compartilhar interesses comuns e, sobretudo, exercer a cidadania e praticar a democracia.

Os usuários da rede são estudantes conversando sobre suas dificuldades escolares, doentes trocando as informações mais atuais sobre tratamentos, adolescentes tímidos procurando companhia nas salas de bate-papo, ativistas políticos usando a rede para persuadir e noticiar, portadores de deficiência ou doentes que não podem sair da cama ou da cadeira de rodas mas cujos cérebros estão vivos e on-line. Tem empulhação e safadeza também, mas isso tem em tudo o que é atividade humana, e não será isso que vai descaracterizar a rede; a gente também encontra o que não presta no cinema, na literatura, na música, que dirá na Internet!

Não conheço coisa mais solitária de que uma pessoa sozinha, na sala de um apartamento, vendo televisão. Hoje, essa pessoa não está mais na frente da TV: está conectada à rede, se comunicando com algum outro ser humano. Ou seja: não está mais sozinha. Deletou a solidão.





As urupembas de alumínio

29 12 2009

Foto de Canindé Soares - http://www.canindesoares.com

Uma das imagens que mais me impressiona quando viajo pelo interior é a visão das antenas parabólicas sobre os telhados das casas. Em alguns lugares, a imensa antena em forma de panela escora o casebre que parece se sustentar de pé apenas por obra da antena. Por pobres que sejam, a maioria tem parabólica. Numa pousada em que me hospedei um dia desses, a TV fica na sala, uma TV enorme, com uma imagem espetacular; sentado no sofá, um garotinho de calção e descalço, um indiozinho cariri, com o controle remoto na mão, dominando todas as estações, passeando pelos canais.

Aí está, penso eu, a síntese da nossa realidade. Imagens aparentemente contraditórias, inconciliáveis, mas que terminam resumindo as mudanças pelas quais o nosso país está atravessando, principalmente longe dos centros adianatados: o casebre e a parabólica, o indiozinho cariri e o controle remoto.

O dono da casa comentou comigo: “Antes dessa televisão, eu pensava que só tinha duas línguas no mundo: essa que a gente fala e o inglês. Agora eu sei que tem muitas línguas diferentes, língua que não acaba mais. Deve ser por isso que tem tanta guerra. Ninguém se entende…”

Em outra casa, vi uma mulher de 82 anos, professora aposentada, que mora com a irmã de 89 anos, já doente, de quem cuida. Sobre a velha e escalavrada mesa de madeira, que parece ter mais de um século, um espetacular aparelho desses grandes e modernos, em frente ao qual as duas se distraem. “E vêem que tipo de programa?” pergunto eu.  “De um tudo, minha filha”, diz a mais nova. ” Mas o que a gente gosta mesmo é de rezar”. Rezar junto com a TV, evidentemente, acompanhando os inúmeros programas religiosos que existem.

O professor e poeta Geraldo Bernardo, que vive em Sousa, sertão da Paraíba, escreveu um divertido texto no qual fala sobre a parabólica, que ele chama de “arupemba de alumínio”, onde o matuto descreve o que viu na TV: “A primeira imagem que apareceu era uma galega toda entroncada, fazendo muganga com a bunda, uns negão com os dentes no quarador, a meninada inventou de rebolar, chamando aquilo de pagode.” E continua, divertido e espantado: “E o cabra continuou mudando de imagem, era cada coisa diferente, tinha desenho de bicho fazendo papel de gente, cada lapa de mulher, Zé de Lídia chega babava…”

O matuto, então, questiona: “Agora pergunto pra que? Uma bacia de alumínio em cima da casa, encandeando os olhos dos outros? Não serve para soprar arroz, café ali não se torra, se pelo menos juntasse ága! Mas eu mesmo espondo qual a sua serventia, ou será que ninguém percebeu, que com esse progresso da ciência muito menino nasceu? Hoje em dia, mulher velha, parideira, sabe menos das coisas de que essas meninas, de tanto verem nas novelas amancebo, baitolagem e coisa e tal, em tudo que é canal. Enquanto isso, as parabólicas vão aumentando, as saias diminuindo e o sertão se enchendo de menino…”





Arrobas e léguas

28 12 2009

Um dia desses uma pessoa me perguntou de onde era que vinha a “arroba” que no dia-a-dia usamos com tanta frequência , uma vez que faz parte do endereço eletrônico que chamamos comumente de e-mail. Como passei minha vida sendo professora, acho natural que as pessoas me perguntem coisas desse tipo. O melhor ainda é quando não sei as respostas, pois isso me leva a ler, pesquisar, aprender coisas novas.

E fui logo respondendo que “arroba” é uma medida de peso que se usava muito antigamente, e que hoje não é mais tão comum. Na minha infância, se falava muito em arroba lá em casa, juntamente com “légua”, medida de comprimento que compreende seis quilômetros. Mamãe usava também “uma “quarta”, para designar 250 gramas (“Menino, vai ali comprar uma quarta de charque!”), ou “um quarto” de quilo; uma “mão” de milho, que são 50 espigas; uma “garrafa” de leite, 600 ml; e “meia-garrafa”, 300 ml, essas, medidas numa garrafa de cerveja e numa de guaraná, respectivamente; uma “grosa”, 12 dúzias. E em Campina Grande, ainda hoje, se você entrar em um bar qualquer e pedir um “quinto” de cachaça o garçon traz uma garrafinha de 200 ml da chamada “água-que-passarinho-não-bebe”.

Mas lá estou eu saindo do assunto. Voltemos à arroba. Uma arroba corresponde a dezoito quilos e, junto com a légua está lá no folheto “O Pavão Misterioso”, obra prima da literatura de cordel, escrito pelo poeta José Camelo de Melo Rezende, nos versos que descrevem a máquina voadora construída para que o herói alcançasse a alta torre onde vivia prisioneira a sua amada:

Ele fez um aeroplano
Do formato de um pavão
Que armava e desarmava
Comprimindo num botão
E levava doze arrobas
Três léguas acima do chão.

Ora, o perguntador não se conformou com essa minha enrolação poética e insistiu na resposta exata não sobre essa arroba, que ele também sabia o que era, mas sobre a arroba do e-mail, me forçando a pesquisar aqui e ali e trazer agora a resposta.

Na Idade Média, os livros eram copiados à mão e os copistas buscavam simplificar o trabalho susbtituindo palavras ou conjunto de letras por símbolos. Então, para substitutire a palavra latina “ad”, que significa “casa de”, inventaram o símbolo @. Quando veio a imprensa, o símbolo continuou a ser usado nos livros de contabilidade, aparecendo entre o número de unidades da mercadoria e seu preço, passando a ser conhecido, em inglês, como “at” (“a” ou “em”).

Depois, já no século XIX, quando os espanhóis passaram a usar as práticas comerciais dos ingleses, pensaram que o símbolo seria uma unidade de peso e o atribuíram à “arroba” que era a sua unidade de peso mais comum. Quando as máquinas de escrever foram inventadas, o símbolo foi incluído e sobreviveu no teclado dos computadores. Em 1972, quando começou a ser desenvolvido o primeiro projeto de correio eletrônico, o programador Ruy Tomlinson aproveitou o sentido original do símbolo @ em inglês, que significava “at” ou “em” e o colocou entre o nome do usuário e o nome do provedor. Então, Fulano@ProvedorTal passou a significar Fulano no provedor Tal.

Pergunta respondida, dúvida esclarecida, meu caro leitor. E se quiser ampliar seus conhecimentos sobre a arroba, é só clicar aqui, que tem um artigo muito completo sobre o tema.





Blogueiros, trolls e censura

25 11 2009

Um blogueiro do Ceará foi condenado a pagar uma indenização por danos morais a uma pessoa que se sentiu insultada por um comentário postado no blog dele. É significativo também o grande números de comentários e pronunciamentos sobre esse caso onde as pessoas reclamam “da falta de liberdade na Internet” e da “censura disfarçada que ainda existe no Brasil.” A história toda pode ser lida aqui, e pretendo tomar esse caso como ponto de partida para uma discussão sobre a liberdade que deve ser dada aos comentaristas de um blog.

Faz tempo que estou conectada. Desde o início da Internet, quando não havia sequer a Web, e se usavam computadores ligados à rede telefônica apenas para trocar arquivos e bater-papo on line que estou mergulhada nessa maravilha tecnológica. Desde esses inícios, sempre entendi a Internet como uma ampliação do mundo, uma dimensão virtual de um mundo que até então se caracterizava apenas como mundo presencial. Desde então, o mundo virtual se consolidou e hoje, considerando ambos igualmente reais, penso que as regras de convivência que valem no mundo presencial devem valer também no mundo virtual, ou, se não for o caso, se adaptarem às novas situações criadas por essa interface.

O mundo da Internet, dito assim de maneira genérica para determinar tudo que é incluído no raio de ação das redes telemáticas de comunicação, inclui a web, o email, o chat, o MSN, o orkut, o twitter e agora o novíssimo googlewave, que eu também já estou lá meio sem saber direito o que é nem como funciona; mas estou lá, como se estivesse num quarto escuro, vendo aqui acolá uma luz e tateando pra me locomover.

Mas tudo isso, tudo mesmo, não existe sozinho: é mediado pelo ser humano, por mim e por você. Em cada computador está uma pessoa: lendo, escrevendo, navegando, acessando, twittando, deixando mensagens no orkut, conversando pelo MSN e agora surfando nas ondas – ou nas waves – do google. Por isso nenhuma das regras de convivência entre pessoas pode ser violada.

E do jeito que tem todo tipo de gente no mundo, tem todo tipo de gente na frente de um teclado. Muita gente quando está ali fica poderosa, destemida, corajosa, atrevida, e escreve coisas que não teria coragem de dizer em alto e bom som, principalmente na frente da pessoa a quem se destina aquilo que escreve. Ficou mais fácil insultar, soltar palavrões, ser grosseiro, mediado pelo meio eletrônico. E é aí que chegamos na nossa questão inicial: do que deve ou não ser permitido num blog. Ou melhor: o que é um blog.

Um blog é um veículo de comunicação. Existem blogs de todo tipo: institucionais, empresariais, de jornais, e de pessoas assim como eu, que gostam de escrever, que querem se comunicar. No meu caso, o meu blog é como uma extensão da minha sala, onde eu convido as pessoas para virem conversar comigo. Se, no meu prédio, eu encher a sala do apartamento de gente para conversar em altas vozes, soltando palavrões e fazendo barulho, eu sou responsável perante o condomínio pela algazarra. Cabe a mim escolher meus convidados e impedir qualquer tipo de ato que incomode os vizinhos – e a mim também, é claro.

O blog é igualzinho. Há um mecanismo de controle dos comentários exatamente para prever esse tipo de coisa. E não é censura não. É apenas um filtro social, o mesmo filtro aplicado nas relações humanas, uma peneira para impedir que eu mesma ou pessoas que me lêem, e que vêm aqui para desfrutar de um momento sadio de leitura e troca de idéias sejam agredidos por palavras chulas e insultos.

Quando escrevi aquele post sobre o comercial das sandálias havaianas, permiti todos os comentários que tinham idéias contrárias às que expressei no post, desde que fossem expressos em linguagem adequada. Os comentários que não deixei passar continham xingamentos e agressões gratuitas, a mim e aos outros internautas que comentaram. Se eu deixar passar, estou endossando e permitindo, e me arrisco a ser processada por alguém que se sentiu ofendido no espaço do meu blog – foi isso que aconteceu com o blogueiro cearense.

Há blogueiros que permitem todo tipo de comentário; há aqueles que não só permitem como respondem aos insultos, e há os que permitem, respondem e estimulam, fazendo com que o terreno do blog se torne um campo de batalha, atraindo com isso todo tipo de “troll” que existe por aí e aumentando o rank de visitas. Eu não tenho esse interesse.

Um desses “trolls”, chateado porque não publiquei seu comentário ofensivo, me enviou um email dizendo que eu era um “resquício da ditadura” e que não tinha “compromisso com a notícia e com a liberdade de expressão.” Eu vivi durante a ditadura militar e sei o que é censura e repressão. O que foi feito naquela época nem de longe se compara a moderar comentários agressivos enviados a um blog. Quanto ao “compromisso com a notícia” não tenho mesmo. Não sou jornalista, meu blog não é jornalístico.

“Compromisso com a liberdade de expressão” eu sempre tive e sempre terei, desde que tenha bem claro na minha mente – e isso todo mundo que escreve deveria ter – onde acaba a minha liberdade e começa a do outro. Quando falta o respeito e a cordialidade, perco todo o meu direito de defender e firmar qualquer opinião e fico igual a qualquer um desses “trolls” que estão soltos por aí, exercendo a “liberdade” do insulto gratuito e a “democracia” da cafagestice e da agressividade.





Nerdices

15 11 2009

Quem me conhece me chamada de nerd. Nerd, ou geek: aquela pessoa que gosta de informática, de gadgets eletrônicos, que se relaciona melhor com máquinas do que com gente, que estuda, lê, e sabe de tudo um pouco… Gosto de dizer que eu era nerd antes de existirem os computadores; agora, que eles existem, eu finalmente encontrei minha razão de ser e de estar no mundo.

Evidentemente isso é um exagero brincalhão e os que me conhecem sabem também que gosto de gente, de folia, de encontros, de confraternizações. Mas hoje, atendendo ao meu lado nerd, estou mostrando algumas “nerdices”: coisas que gosto, que acho bonitinhas, que queria ter…

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Gente! Olhem só essa tesoura guiada por laser! Aqui.

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Eu adoro essa canequinha. Aqui.

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Esse adaptador serve para qualquer tomada que possa existir no mundo. Só não sei se serve para essas novas tomadas brasileiras que estão inventando agora. Confira aqui.

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Que bonitinha: uma camiseta que detecta sinal Wi-Fi . Aqui.

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Preciso falar desse pendrive? Aqui.

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Olhe que bonitinha a camiseta dele… Aqui.

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O nerd, quando se cansa, senta melhor nessas almofadas, achadas aqui, onde tem mais um monte de artigos.

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E quando morre, não descansa em paz: continua on-line… Veja aqui.





O hipertexto da memória

13 11 2009
shower

Lá estou eu às onze da noite tomando banho. A água quente escorre sobre minha pele, estou de olhos fechados, relaxada, entregue a um fluxo de pensamentos, quando de repente uma imagem pungente se desenha na tela da minha mente: minha mãe morta no caixão. Tomo aquele susto, recebo a tijolada de sofrimento no centro do peito e me pergunto: mas o que é isso? Estarei ficando doida? Ou pior: deprimida? É assim que começa, essa história de depressão que acaba com a vida das pessoas de meia-idade, como eu?

Abro os olhos, respiro, vejo os azulejos, a cortina do banheiro, sinto novamente a água quente a escorrer suave e deliciosa sobre o meu corpo mas a imagem continua ali, persistente, nítida: mamãe morta no caixão. Ah, não! Esse fantasma não vai me perseguir, logo hoje, que o dia foi tão bom, que tudo deu certo, que almocei com meu filho e minha neta, passei uma hora agradável na livraria, o apartamento está arrumado esperando os amigos que vêm aqui à noite… Eu não vou permitir isso.

Procuro então, em vez de me deixar levar pela emoção ou pela saudade analisar como é que uma criatura está debaixo dágua no prazer do banho quente e de repente, do nada, se depara com uma imagem dessa. De onde ela veio?

090220_money_stackE penso no que veio logo imediatamente antes: era a minha imagem morta no caixão. Mas por que estaria eu morta no caixão? Ah, lembrei. Eu havia decidido gastar uma grana que recebi de uma antiga dívida que a UFRN tinha comigo e que está no banco e eu ainda não fui sacar. Talvez devesse ir no banco logo de manhã, era no que estava pensando, mas lembrei que não ia dar tempo porque de manhã eu vou lavar o cabelo no cabeleireiro.

Foi isso! Tomei essa decisão antes de entrar no banho: em vez de lavar o cabelo hoje, em casa, agora, vou lavar amanhã no cabeleireiro. Mas se eu for ao cabeleireiro não dá tempo a ir ao banco buscar a grana que a UFRN já depositou, e que já está lá há uns tempos.

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Aí pensei: será que eu devia economizar essa grana, em vez de torrar todinha numa viagem, como quero fazer agora, num cruzeiro, de navio, uma coisa que nunca fiz antes e que tenho uma vontade danada de fazer? Ah, pensei, quero nem saber! Vou gastar a grana na viagem mesmo, e assim vou fazer com tudo que ganhar, porque quando morrer não quero deixar um centavo, os filhos que se virem para comprar o meu caixão, e me arrumar bem direitinha e bonitinha dentro dele, do jeito que arrumei a minha mãe… Pronto! Foi assim que a imagem chegou. Não veio do nada, veio encadeada em um monte de coisas, e coisas boas: viagens de navio, dinheiro, gozar a vida…

Tranquilizada, relaxo, saio do chuveiro, me enrolo numa toalha e, saudando com prazer os saltos que dei, de clique em clique com o mouse da mente, indo e voltando, no hipertexto da memória, sento-me ao notebook para escrever este post.