Mudando de endereço

26 03 2010

Novidades por aqui: o blog está completando um ano e mudando de endereço.

Siga o link: www.umaseoutras.com.br





Umas perguntas

18 03 2010

A mídia me mostra coisas curiosas nesses dias.

A primeira é uma policial com uma arma do tamanho do mundo enfiada na cintura, tomando uma criança dos braços de uma jovem mãe. Com a criança aos berros nos braços, ela entra no banco da frente de um carro que sai em disparada. Tudo errado.

Mais uma: Xuxa Meneghel dando opinião de entendida sobre royalties petrolíferos, secundada por Letícia Spiller, que era Paquita, lembram? Quase eu canto ilariê.

Depois, é a hora do triste episódio do assassinato do cartunista Glauco, esclarecido, uma vez que o assassino confessou o crime. Aí a mídia fica sem assunto e tenta implicar o chá de ayhuasca como motivação para o delito.

Fico indignada com a brutalidade policial no primeiro caso; no segundo caso, é só impaciência com as estrelas de TV falando sobre o que não entendem. Mas no terceiro é raiva mesmo da burrice e da falta de conhecimento. A ayhuasca não transforma ninguém em assassino. O álcool faz isso, e não é vendido em toda esquina?

Pois é.

Ainda estou com dor nas costas, e por isso não estou escrevendo coisa-com-coisa.





Consolar sempre

14 03 2010

Se você tem lido o meu blog já sabe que andei viajando por esse mundo afora, fazendo pesquisas e descobertas sobre a minha genealogia. Descobri tanta coisa nova e interessante que acho que vou dedicar todo esse primeiro semestre do ano somente a consolidar todos esses dados e colocar no ar, atualizando O Clã Santa Cruz: Genealogia e História.

Viajei para Pernambuco no dia 2 de março e pretendia estar de volta somente no dia 16, ou seja, na próxima terça-feira, mas tive que voltar quatro dias antes, porque me deu uma dor na coluna desgramada de doente, um dor tão mulestada dos cachorros que eu achei melhor antecipar meu vôo e vir ficar doente em Natal onde tenho os filhos para me paparicar.

Desci do avião, deixei a bagagem em casa e parti para o Pronto Socorro, com essa dor infeliz, lancinante, que não me deixava nem sentar, nem deitar, nem ficar de pé, nem nada. Entrar no carro foi um sacrifício, pois doía a cada movimento e isso mesmo porque eu já tinha tomado uma alta dose de analgésico para aguentar a viagem de avião.

Pois bem: lá, no Pronto Socorro, um jovem médico me atendeu. Uns 25 a 30 anos, lindo, um rapaz lindo, e mais lindo ainda no seu jaleco branco, figurino que está na moda e na fantasia dos brasileiros por obra e graça da novela das oito, com seu galã médico e seus colegas igualmente médicos e bonitões.

Mas o que esse rapaz que me atendeu tinha de beleza, tinha de antipatia. Não fez contato visual comigo na maior parte da consulta, e durante o tempo em que me olhou, encarou-me com enfado, impaciência e pouco caso. Desconsiderou minha descrição do que eu sentia – ora, quem melhor do que eu sabe o que estou sentindo? – fez um exame físico superficial e prescreveu um analgésico potente – esse sim, fez efeito! – entregando-me ao enfermeiro para aplicar o soro. Tenho certeza de que se esqueceu de mim no mesmo instante.

Não sei se você que me lê agora sabe disso, mas também sou formada em Medicina, tendo praticado durante 20 anos. Trabalhei muito em Pronto Socorro, atendendo o ser humano nas suas horas mais extremas, mais dolorosas, em que estavam mais fragilizados, quando chegavam poli-traumatizados, baleados, esfaqueados, em choque anafilático, envenenados ou em overdose de álcool e outras drogas, enfartados, desidratados, gritando com cólica renal, vomitando ou em choque por abdome agudo, em estado de mal asmático ou de mal epiléptico, ou, como cheguei ontem na urgência, tronchos e desesperados por uma dor na coluna.

Nos Postos de Saúde da Família a minha prática era com Pediatria, Puericultura e Pré-Natal. As mães que ali acorriam, de baixa renda, traziam seus filhos com diarréia e desidratação, bronquite, pneumonia, parasitoses, e a doença de todos: a fome, a desnutrição.

Hipócrates

Com todos esses meus diversificados pacientes, ao longo desses vinte anos de Prática Médica, tive sempre como base o aforisma de Hipócrates, que aprendi dos meus mestres na Faculdade de Medicina da UFRN:

… Curar algumas vezes, aliviar muitas vezes e consolar sempre.

Tenho a consciência do meu dever cumprido durante o tempo em que pratiquei a Medicina. Nunca me deixei levar pela vaidade, achando que curava. Sempre acreditei o que paciente ele mesmo se cura, mobilizando suas forças interiores, muitas vezes sem ajuda do médico; aliviei sempre que pude e nunca nunca nunca deixei ir embora qualquer paciente sem o consolo, sem a escuta atenta das suas pequenas ou grandes queixas, sem o olhar compreensivo e o gesto de carinho que eu traduzia nos diagramas que fazia para explicar-lhes suas doenças ou nas receitas com letra redonda e bem legível para as minhas pacientes da favela, que mal sabiam ler.

Nunca deixei que meu cansaço, meus problemas pessoais ou qualquer outro tipo de interferência prejudicasse o contato com aquele que, em sofrimento, me procurava.

Hoje sou escritora, pesquisadora, fiscal da Natureza, ou como queiram chamar a minha vida de aposentada. Não sou mais Médica, uma vez que não pratico mais. Mas já fui, Médica, com “M” maiúsculo. Já o profissional que me atendeu, pode até ter o diploma pendurado na parede, mas, para se tornar Médico ainda precisa aprender muita coisa.

Não cito nome do profissional nem o hospital onde ocorreu o atendimento. Por muito menos do que isso, outros blogueiros estão sendo processados.Também não reproduzirei nos comentários que porventura aqui chegarem nomes de profissionais ou instituições. Isso também tem gerado processos para os blogueiros, mesmo sendo os comentários assinados por outras pessoas.

Estou melhor da dor. Nesta segunda-feira, saio em busca de um Reumatologista. Desejem-me sorte.





O fim do mundo

11 03 2010

Estou no Recife, meu caro leitor. E toda vez que entro em um táxi, e falo que moro em Natal, o motorista me pergunta se na capital do Rio Grande do Norte também está quente assim. E eu respondo que sim, que está quente em todo lugar. Sol escaldante, asfalto abrasador, brisa – quando tem – fervente, um verdadeiro forno de microondas é no que se transformou o mundo nesses últimos dias.

Imagine você que eu andei no Agreste de Pernambuco na semana passada, mais precisamente em Garanhuns; e em Garanhuns, na chamada Suíça Nordestina, famosa por suas temperaturas amenas, o termômetro andou marcando 33 graus centígrados. De noite, ainda aparece aquela aragem fresca e a gente pensa que finalmente vamos ter um refresco, e que Deus finalmente ligou o ar condicionado central: ledo engano. As madrugadas são quentes, e a gente acorda banhado em suor, se abanando, em busca dos ventiladores e das janelas abertas.

No Recife o povo está com medo dos terremotos, porque tremores abalaram a região de São Caetano, Caruaru e municípios próximos. É muita gente falando em vender o que tem e se mudar para algum lugar mais seguro, onde o chão não se abale com qualquer besteira. Na capital pernambucana ainda reina o medo do tsunami, pois algumas áreas da cidade se encontram abaixo do nível do mar, é o que dizem todos.

Eu só sei que estou com um medo danado do fim do mundo. É terremoto, é maremoto, é enchente, é tsunami… Já pensei até em me mudar para o interior, para o cocoruto de uma serra qualquer, lá nas quebradas do Cariri Paraibano, perto de Coxixola, terra dos meus ancestrais. De lá de cima eu veria a grande onda chegar trazendo finalmente a praia para Campina Grande mesmo à custa de muita destruição e vidas perdidas.

Mas não vou não. Não vou não porque meus filhos, meus netos e meus amigos não querem ir junto comigo. E de que adianta ficar sã e salva em cima de uma serra mas sozinha, sem ter junto de mim as pessoas que eu amo?

Vou ficar na cidade mesmo, para o que der e vier, Para a vida ou para a morte, para o tsunami e o terremoto. Vou ficar onde estou e estive sempre, com os meus, vendo o Sol nascer e se por, e depois a Lua, vendo o vento balançar a folha da palmeira e as primeiras estrelas surgirem quando a noite chega. E se o fim do mundo vier, pode vir, que já estou em paz, satisfeita, e já fiz na minha vida tudo o que quis fazer.





On the road

4 03 2010

Pense num calor escaldante, sol abrasador, estradas medievais serpenteando entre morros onde só passa um carro de cada vez, natureza deslumbrante em seus milhares de verdes diferentes um do outro, a cada curva uma paisagem mais linda do que a outra.

É o Agreste de Pernambuco, através do qual rodei hoje uns 200 quilômetros, indo de Angelim a Viçosa das Alagoas, passando por Palmeirinha, Correntes e Poço Comprido. E depois voltando para Angelim, morta de calor e fome, às três horas da tarde, com o corpo desconjuntado de sacolejar na buraqueira. E feliz, absolutamente feliz.

Em busca de gente que já virou pó há muito tempo, não encontrei mais nada, nem as catacumbas – é, meus amigos, boa parte do meu dia foi passado nos cemitérios dessas cidades, encarnando a minha personagem preferida: a Caçadora do Túmulo Perdido.

Isso me levou a sérias reflexões. Os casarões e palacetes que esse povo habitou não mais existem; nem o pó dos ossos existe mais. O que sobrou? O registro escrito de suas palavras e obras. É isso que é eterno.

E com isso e algumas imagens, me despeço por hoje.

Viçosa das Alagoas. Destaca-se a torre azulzinha da igreja. Ao lado o rio Paraíba no seu leito pedregoso.

Igreja de Correntes, em Pernambuco.





Viajar é preciso

2 03 2010

Estou em viagem, meu caro leitor. Hoje, no início da tarde, parti para o Recife, onde estou agora; amanhã parto para o Agreste de Pernambuco, mais precisamente Garanhuns, Angelim, Correntes, Canhotinho e Viçosa – esta já em Alagoas – onde vou dar continuidade à pesquisa que já venho fazendo há tempos sobre os meus antepassados.

Oriundos da cidade de Correntes, os Santa Cruz se espalharam: um ramo para Monteiro-PB, de onde deu ramos para a Paraíba e Recife; outro ficou por lá mesmo Pernambuco e radicou-se na cidade de Angelim-PE onde trocou de sobrenome e deu origem aos inúmeros Salgado e Calado que de lá se espalharam pelo estado. Outro ramo ainda subiu ao Amazonas e de lá veio ao Rio de Janeiro; e mais um outro deixou descendentes ainda radicados em Pernambuco.

É em busca dessas origens que estou. É em busca das histórias desses homens e dessas mulheres que se radicaram naquelas terras de antanho, onde não havia nada, e do que construíram sobre aquele chão. Habitaram, casaram, tiveram filhos e netos, compraram, venderam, viveram. Eu quero saber que histórias foram essas.

Por isso, vai ter dias em que eu não vou responder nem emails nem comentários e não vou poder postar.

A história – o pedaço que já está escrito – você pode ler aqui.





O tema é o design

25 02 2010

Para se divertir, recorde alguns dos meus posts “temáticos”. É só clicar nos temas.

Camas

Sapatos

Banheiros

Poltronas

Ventiladores

Telefones

Escrivaninhas

Bikes

Banheiras





Haja paciência!

18 02 2010

Você deve ter notado que meu ritmo de postar todo dia anda meio atropelado: tem dia que posto, tem dia que não posto.

Não é culpa minha, meu caro leitor. Não sei o que está havendo mas tem dias que eu simplesmente não consigo abrir o blog para postar. Não sei se o problema é do WordPress, onde este blog está alojado, ou do meu computador. Abro tudo normalmente, menos este maldito blog no qual me propus a postar todo dia.

Para a pessoa quase-meio-um-pouco obsessiva que sou, isso tem sido uma tortura. Vem a vontade de escrever, e a máquina não corresponde. Mais tarde, quando abre, eu já estou cansada, enjoada, impaciente, e blogar não é só escrever: tem que procurar as fotos, que incluir no post, e para tudo isso é preciso uma disponibilidade que eu não tenho toda hora.

Este texto, que escrevi ás nove da manhã, só está sendo postador agora, às 14h40.

Então mais uma vez me perdoe se você vem aqui e não tem coisa nova. Há um pessoal cuidando de resolver esse problema, mas ainda não resolveram.

Eu estou tendo paciência.

Peço também a sua.





Caia na gandaia!

16 02 2010

No Brasil é assim: não importa em que mês caia o Carnaval, se é em fevereiro, ou se é em março, a vida nacional só engrena, só pega ritmo depois que passa o chamado “reinado de Momo”. Até terminar esses três dias, que viraram quatro, depois cinco e que já são bem uns dez em lugares como Olinda ou a Bahia, o brasileiro fica por ali, se escorando, empurrando com a barriga, sem querer iniciar nada novo, sempre deixando “para depois do Carnaval”.

Até eu descolei nesse Carnaval!

Se o meu caro leitor acha isso “o fim”, e diz sempre que “é por isso que esse país não sai das dificuldades”, fique sabendo que o Carnaval é uma festa muito antiga, uma tradição pré-cristã, onde as pessoas literalmente caíam na gandaia e que tinha como objetivo liberar as tensões, relaxar da crueldade e das obrigações do dia-a-dia, beber e farrear. Uma das coisas mais importantes desses festejos era a verdadeira inversão de valores, onde tudo aquilo que era errado e inaceitável nos demais dias, tornava-se permitido e aceito nos dias de Carnaval. A quebra da hierarquia era uma dessas características, com empregados faltando às suas obrigações, mulheres casadas caindo na farra, filósofos e pensadores bêbados como qualquer escravo e homens vestidos de mulher. A festa servia como válvula de escape para as sociedades que disso precisavam para se manterem saudáveis, como qualquer ser humano precisa de vez em quando dar uns gritos e sair do sério para liberar as tensões.

Então, como o leitor já deve ter percebido, tudo isso continua valendo. No Carnaval ninguém quer trabalhar, a empregada sai na sexta de noite e só volta na quinta-feira seguinte, o professor universitário se veste de papangu, as crianças molham os transeuntes com suas bisnagas de plásticos cheias de água, as mulheres avançam no terreno da ousadia e o comerciante respeitável pega o vestido da esposa, arranja duas quengas de coco para fazer os peitos e sai pela rua vestido de mulher.

A favorita de Zeus!

A favorita de Zeus!

Nesse período vale tudo, e é por isso que ele se chama “carnaval” que vem de “carne vale”, termo inventado pela igreja cristã do primeiros séculos quando começou a limitar e a censurar as Saturnálias, que eram o antigo nome do Carnaval e que duravam mais tempo. Aí, a igreja limitou a festança a poucos dias e como depois se seguia a Quaresma, onde não se podia comer carne, a festa passou a ser chamada de “carne vale”, onde era permitido, entre outras, coisas comer carne.

Então é isso, caro leitor. É um período bom para exercitar o nosso lado lúdico, brincalhão, para que cada um de nós se permita ser algo diferente daquilo que somos todo dia. O Carnaval é um convite ao exercício da fantasia, da liberdade, da imaginação.

Eu podia até dizer aqui que, como já é terça-feira, o carnaval está quase terminando. Mas como todo mundo sabe que há lugares onde se brinca por vários dias ainda além dos três dias regulamentares, eu reforço que ainda é tempo.

Gipsy, a cigana desbocada e politicamente incorreta, meu alter-ego.

Se você ainda não fez nada, vista um personagem. Transforme-se por algumas horas em outra pessoa, abra mão dessa personalidade que muitas vezes lhe pesa tanto e através da qual tantas cobranças lhe são feitas. Deixe de ser, apenas por momentos o pai cuidadoso, a mãe extremosa, o cidadão respeitável, o empregado pau-pra-toda-obra, a esposa cumpridora das obrigações, o estudante aplicado, o empresário viciado em trabalho, o operário explorado, a faxineira que trabalha sete dias na semana.

Esqueça a tristeza, a mágoa, a responsabilidade, a raiva, o cansaço, a desesperança e caia na farra. Vista o seu personagem: mulher fatal, de vestido vermelho e decotado, com longa piteira; o palhaço desbocado e inconveniente; o cachorro louco, latindo e correndo atrás dos outros; o pirata, de tapa-olho, espada e lenço vermelho; a cigana, a ler a mão dos transeuntes; a odalisca, sensual e bela; o rei de nenhum reinado, majestoso com sua coroa de lata.

Depois, é dormir um bom sono, curtir a ressaca e empreender, a partir da quinta-feira, as tarefas deste novo ano que só se inicia, de verdade, depois que passa o Carnaval.





Três histórias engraçadas

7 02 2010

QUESTÃO DE AUTORIDADE

O gerente chama o empregado da área de produção, tipo armário quatro portas, com 1,90 de altura, recém-admitido e inicia o diálogo:

– Qual é o seu nome?

– João – responde o grandalhão.

– Olhe – explica o gerente – eu não sei em que espelunca você trabalhou antes, mas aqui nós não chamamos as pessoas pelo seu primeiro nome. É muito familiar e pode levar a perda de autoridade. Eu só chamo meus funcionários pelo sobrenome: Ribeiro, Matos, Souza, etc, entendeu? E quero que o senhor me chame de Sr. Mendonça. Muito bem, agora quero saber: qual é o seu nome completo?

O empregado responde:

– Meu nome é João Paixão.

– Tá certo, João. Pode ir, agora.

MAU MOTORISTA

Um velhinho jantava em um restaurante de beira de estrada quando entram três motoqueiros da pesada. O primeiro chega e cospe no bife dele. Mais encorajado, o segundo apaga um cigarro na bebida do velhinho. Por último, o terceiro motoqueiro, sem ter mais o que fazer, vira o prato na cabeça dele. O velhinho pede mais uma bebida e então sai. Nisso um dos motoqueiros exclama:

– Este sujeito não é homem!

O garçom responde:

– Nem é motorista, também. Acabou de passar com um caminhão por cima de três motos…

O BATISMO

O discípulo procura um mestre para iniciá-lo no caminho esotérico. O mestre propõe a iniciação num ritual à margem do rio. Lá, mergulha o discípulo na água, e lhe diz:

– De agora em diante não mais te chamarás Luiz: te chamarás Pietrie. Não comerás mais carne animal, não beberás mais nada que contenha álcool, não fumarás, e nem usarás nenhuma droga. Tua alimentação será vegetariana, podendo eventualmente comer peixes.

Alguns dias depois o discípulo é encontrado à margem do rio, mergulhando um porco na água, e dizendo:

– De agora em diante, não te chamarás mais porco, teu nome será peixe…





Recebi pelo Twitter

26 01 2010

Na impossibilidade absoluta de escrever, em plena crise de criatividade, só me resta repassar o melhor dos links que recebi pelo Twitter nos últimos dias.

A maior palavra cruzada do mundo

Lindos cases para seus objetos

Ivana Arruda Leite, escritora maravilhosa

Começaram a prender as blogueiras!

Turistas retidos em Machu Pichu

Artigo de Chico Guedes na Revista Catorze

Filmes com claque e sem claque

Bairro chique no Haiti escapa da destruição

e finalmente esse video do YouTube que mostra uma linha do tempo com a decadência dos grandes impérios.





O Haiti no meu coração

15 01 2010

Não consigo tirar da minha cabeça o que está acontecendo no Haiti. Ontem à noite, depois que vi os noticiários na TV, meu coração ficou pesado, meus olhos túmidos e a garganta grossa: como ter apetite para encarar o jantarzinho caseiro que estava pronto quando as imagens da TV me mostravam o indescritível: crianças famintas e feridas vagando pelas ruas, mortos abandonados à putrefação na margem das avenidas, pessoas disputando um copo de água na tapa, e o sofrimento, a miséria, a sensação de perda, de desenraizamento, de completa e total incapacidade de superar o caos ao redor.

O problema atual do Haiti é puramente de logística: como organizar o socorro, a alimentação, a segurança, a volta do fornecimento de serviços básicos, se toda a estrutura que havia foi arrasada? E ainda é preciso aturar insanos como um pastor evangélico norte-americano, Pat Robertson, que diz que o que aconteceu ali foi porque o país fez um pacto com o Diabo!

Ou então o cônsul do Haiti no Brasil, George Samuel Antoine que, sem saber que estava sendo gravado, afirmou ao que a tragédia causada pelo terremoto que atingiu o Haiti está sendo boa, pois traz visibilidade ao consulado.

Braulio Tavares, na sua coluna de hoje no Jornal da Paraíba, fala sobre o lento terremoto de exploração e desmandos que afeta o Haiti há 200 anos; e muito outros profissionais- cientistas, filósfos, analistas políticos e econômicos, jornalistas – muitos outros discutem e buscam explicações.

Eu não. Eu simplesmente fico triste, choro, perco o apetite. Daqui, do meu canto, nada posso fazer. Já sou muito velha para pegar um avião e ir até lá ajudar. Não me sinto disposta fisicamente para tanto. E tenho medo, minha gente. Sou medrosa. Tenho medo de morrer longe de casa. Sou humana, sou frouxa, sou covarde. Sinto tudo isso quando vejo o medo, a tristeza e o sofrimento que pulsa no coração de parte da Humanidade, Humanidade essa que também é a minha Humanidade.

Nós somos um, e um de nós – um não, muitos – sofrem e sentem fome e medo.

Eu sinto também.





“Triste do país que precisa de heróis”

7 01 2010

Vejo na TV que um menino encontrou uma bolsa, cheia de objetos de valor: relógio, MP3, jóias – e em vez de ficar com tudo devolveu ao dono. O garoto foi recompensado, virou matéria de TV, foi homenageado pelo prefeito da cidadezinha – que ficou muito bem na fita ao lado do garoto – e serviu de mote para as famosas exortações hipócritas nas quais a TV se esmera tanto: “Vejam que coisa linda! Um menino honesto! Filho de agricultores! Pobre de Jó! E devolveu a bolsa! Que coisa mais linda, e exemplar!” Tenho certeza de que domingo ele vai estar no Faustão, como exemplo de “história de vida”.

Minha gente! Ser honesto é obrigação. Ninguém deveria receber prêmio especial nem virar matéria em jornal nacional por achar e devolver um objeto que não lhe pertence. Ninguém deveria ser considerado herói por ser honesto. Talvez por enfrentar as chamas de um incêndio para salvar alguém desconhecido – porque se for filho ou parente é o que se espera, não? Ou por se atirar à água da enchente para resgatar pessoa que vai na enxurrada.

Eu não suporto a boa ação escancarada, para todo mundo ver. Não estou dizendo que o menino fez isso, mas aqueles que capitalizaram o gesto dele assim o fizeram. Para mim, a boa ação real é aquela que fazemos em silêncio, em segredo, onde muitas vezes nem o próprio beneficiado sabe. Mas essa boa ação oculta e secreta não satisfaz a vaidade daqueles que só vêem sentido em ser “bom” se puderem ostentar isso para os outros. E considero o escoteiro fardado atravessando a rua com a velhinha é a imagem perfeita e acabada da hiprocrisia, do “está-vendo-como-sou-bom-correto-honesto?”

É muito triste viver num país como esse, onde se rouba tanto e de tal forma escancarada que um gesto de honestidade é alçado ao nível de “grande gesto nacional”. “Triste de um país que precisa de heróis”, já dizia Brecht em uma das últimas falas da peça “Galileu Galilei”. E eu completo: triste de um país onde um gesto que deveria ser um comportamento natural de honestidade é alçado a gesto de heroísmo.





O mundo é colorido outra vez!

5 01 2010

Estou de volta. Finalmente hoje acordei sem aquela depressão natural que toda virose braba imprime no físico e que termina por se refletir no mental. Desde o dia 26 de dezembro que estou gripada, uma gripezinha, que começou leve, mas que no dia 30, dia em que desembarquei em Cabedelo de um cruzeiro que fiz pela costa nordestina, já chegava a me incomodar e foi o que me impediu de passar o reveillon com amigos em Tambaú, ao som do Buena Vista Social Clube.

Com tosse, espirrando, e o corpo que parecia ter sido passado num moedor de carne, me enfiei dentro de um táxi e vim direto pra Natal, ficar doente na minha cama e com minha filha me trazendo sopinha quente, chocolate, coca-zero e outros mimos.

Com esse tratamento, acrescido de antitérmicos, analgésicos e muito líquido, fui aos pouquinhos me recuperando e ontem o mundo começou a sair do estado preto-e-branco em que se encontrava, a adquirir algumas cores; os sons começaram a chegar mais suaves aos meus ouvidos e as idéias pareceram encontrar o trilho costumeiro e a forma correta de se expressarem.

Hoje, quase plenamente recuperada, estou de volta à blogosfera, troncha de saudade dos meus leitores e ainda sem saber direito com0 vou contar a vocês as novidades e os acontecimentos da minha primeira viagem de navio. Viagem é o modo de dizer, porque não fui para lugar algum: fiquei acima e abaixo pela costa nordestina, desfrutando da experiência de estar sobre as águas e já lhe adianto que não há coisa mais agradável do que dormir embalada pelas ondas. Parecia que eu era menina de novo, e que alguém me balançava a rede para que eu adormecesse…

Estou pensando em fazer um blog especial somente com essa experiência da viagem, porque esses cruzeiros estão cada vez mais acessíveis em termos de preço e muita gente como eu está querendo viajar e precisa de informações, que as companhias não dão direito e que eu mesma, bem-informada que sou, internauta experiente, tive dificuldades de obter.

Aguardo sugestões.





Voltando devagar

4 01 2010

Nunca este blog passou por uma quebra de periodicidade tão grande. Como me propus desde o início (26 de março) a postar diariamente, fiquei muito ansiosa nesses dias em que estive doente, sem a menor condição de me sentar em frente a um teclado para dar formato de texto a qualquer idéia.

Eu só pensava: “Ai meu Deus, vou perder todos os meus leitores…” Mas aqui estou de novo, ainda devagar, depois de uma gripe forte. Este vírus – que gosto de dizer que não é o vírus da gripe suína pois não andei beijando nenhum porquinho – este vírus, repito, me pegou no dia 28 de dezembro e quase acaba com o restinho da minha viagem pelos Sete Mares – que na verdade foi somente pelo Atlântico, sem se afastar muito da costa nordestina, mas que eu gosto de dizer que foi pelos Sete Mares porque fica mais romântico e aventuroso.

Então, como você mesmo pode comprovar, minhas idéias ainda estão soltas, desalinhavadas, desbussoladas, e não adianta eu ficar escrevendo muito aqui porque não vai sair coisa com coisa. Espere mais uns dias – poucos, espero, que voltarei com a corda toda e na pressão costumeira, para encher o seu cootidiano de novidades.

(E o post vai assim, semgracinha, sem foto, sem nada, porque o WordPress hoje está muito estranho, deve ter pegado a mesma gripe que eu).





Um final de ano atribulado

2 01 2010

Sei que você meu caro leitor, pode estar chateado por vir aqui e não encontrar coisa nova desde o dia 29/12.

Mas estou com uma gripe terrível.

Tosse, moleza, corpo dolorido, e a cabeça sem coragem de pensar.

Tenha paciência, e navegue pelos outros 263 posts deste blog.

Eu volto. Deixe só eu melhorar, que estou de novo por aqui.

Enquanto isso, leia meus livros:

Coração Parahybano e Formosa és: memórias do internato, ou siga-me no Twitter.





A divina Sarah

27 12 2009

Para os fãs do teatro, o nome de Sarah Bernhardt sempre soa envolto em uma aura quase divina. Esta atriz foi um ídolo mundial na sua época, e encarnava aquele ideal de diva, de deusa, de femme fatale, de pessoa cujo talento ficava acima da linha da normalidade.

Nascida em Paris em 1844, dominou os palcos da Europa e logo em seguida sua fama ganhou o mundo. Além de atriz, foi cortesã famosa tendo aos seus pés desde intelectuais de renome até cabeças coroadas. Na época, o limite que separava as duas atividades quando se tratava de mulheres era bem tênue, e Sarah, sem querer a principio assumir o papel de mulher galante para o qual havia sido empurrada por sua mãe, terminou por encarná-lo e e seus amores e aventuras ficaram famosos, suas peripécias corriam o mundo.

Oscar Wilde escreveu Salomé para ela; teve casos com Gustave Doré, Georges Clarin, , os atores Jean Mounet Sully e Lou Tellegen, e com o escritor Victor Hugo. Teve ainda um caso com a pintora Louise Abbema.

Foi casada com o ator Aristides Damala; o casamento durou pouco em si durou pouco e conta-se que, ainda casada com ele, Sarah teria se envolvido com o Príncipe de Gales, que posteriormente veio a se tornar o rei Eduardo VII da Inglaterra.

Chamavam-na “A Divina Sarah”. Excursionou pelo mundo quase todo com suas peças de teatro; além de atriz cuidava da sua companhia de teatro com grande tino empresarial e fez fortuna com seu trabalho. Seu papel mais marcante foi o da peça A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas. Representou todo tipo de papel, incluindo Hamlet, de William Shakespeare.

Como Hamlet.

Em 1905, encenava La Tosca no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Na cena final, ela se atirava do alto de um muro para a parte de trás do cenário, onde deveria cair em cima de colchões ali colocados. O contra-regra esqueceu de fazê-lo, e ela quebrou a perna, que não se recuperou, precisando ser amputada tempos depois. Mesmo assim, continuou representando, sentada em uma cadeira de rodas, aproveitando-se da sua presença magnética e da sua voz envolvente e cheia de nuances, que manteve-se incólume ao envelhecimento.

Em 1923, com quase 80 anos, estava rodando um filme quando desmaiou. Faleceu a 26 de março do mesmo ano, sob os cuidados do seu filho Maurice.

Um video do You Tube mostra a atriz em uma pequena cena; a interpretação é calcada no teatralismo, com largos gestos e gritos que nao se ouvem no video – o cinema ainda não tinha som.





A energia de Sagitário!

11 12 2009

Quando chega o mês de dezembro, começa a agitação. Como se um vento poderoso varresse o ar, o planeta é avassalado pela energia sagitariana, uma energia vigorosa e entusiasmada, que faz com que as pessoas se lancem ao trabalho ou à diversão com alegria e inspiração.

Acredite ou não em Astrologia – eu mesma não acredito nem um pouco – você há de concordar comigo em que o mês de dezembro é uma das épocas mais interessantes e bonitas do ano. Praticamente estamos no final de nossas tarefas, e começamos a planejar as festas de fim de ano. O comércio, animado pela perspectiva das vendas de Natal, se enfeita todo, as vitrines mostram tudo o que é de coisa bonita e secretamente começamos a pensar em todas as extravagâncias que vamos fazer, tanto em compras como em violações da dieta, com a desculpa do Natal.

Nessa época, a cidade fica mais bonita, com suas luzes coloridas, e há muitos lançamentos de livros, exposições, festas, espetáculos quase todo dia e as confraternizações de final de ano acontecem, aumentando a cota de diversão e prazer. É também nesse mês que quem está longe volta, para rever família e amigos, e matar as saudades.

O meu caro leitor já deve ter adivinhado que nasci sob esse maravilhoso signo de Sagitário, responsável talvez pelo meu otimismo e despreocupação mas também por uma certa excentricidade e extravagância que estão permanentemente me metendo em confusão.

Exatamente no dia 14, segunda-feira, “colho mais uma rosa no jardim da existência”, como se dizia antigamente. As rosas já são muitas, e formam um enorme e perfumado ramalhete, que às vezes fica meio pesado de carregar, embora eu continue fazendo isso com grande prazer.

Espero que você, meu caríssimo leitor, deseje-me muitas felicidades e muitos anos de vida. Como toda legítima sagitariana, eu tenho certeza de que mereço.





Carnatal: encerrando o assunto

5 12 2009

Sempre me nego neste blog a falar sobre temas locais, e se desde quinta-feira venho falando sobre o Carnatal é porque afeta de tal maneira a cidade em que vivo e a mim mesma como cidadã e habitante da vizinhança que é impossível ficar alheia. E você, caro leitor, mesmo que não more em Natal, talvez  já tenha passado por situações semelhantes àquelas que são descritas aqui.

Hoje – agora – estou encerrando este assunto. Supreendentemente para mim mesma, o evento não me afetou tanto quanto eu imaginava e como me deram a entender. O barulho não me impediu de dormir pois o vento está a meu favor e leva a zoada na direção contrária; a minha rua foi escolhida para reunião da peãozada que trabalha nos blocos segurando cordas, fiscalizando, e por isso não tem charme suficiente para que os pleibóis estacionem seus carros barulhentos ; além disso, é também na minha rua que estacionam os carros de fiscalização da Polícia, e onde os policiais se concentram em grande número antes de saírem para fazer o seu trabalho nas outras ruas.

Sendo assim, não precisei sair de casa para dormir em outro lugar e, com dois dias do evento – que dura quatro – a rua está limpa e nenhum odor desagradável está me aborrecendo. Ontem à noite havia muita sujeira na rua, pois durante a tarde são distribuídos lanches ao pessoal que vai trabalhar e que se aglomera na rua – estou falando de … 200, 300 pessoas – que depois de comer atiram latas e embalagens plásticas em qualquer lugar. Hoje, quando acordei às oito, a rua estava limpa.

Mesmo assim, mesmo que do ponto de vista pessoal eu não seja afetada pelo Carnatal, mantenho todas as críticas que fiz no post Festa de alguns, transtorno de muitos. Acho um absurdo a segregação de um espaço público para uso privado. Entre outras coisas, penso em todas as pessoas que não podem dormir à noite, que lidam com a dificuldade de acesso às suas casas e estabelecimentos comerciais, pessoas que não podem sair de onde moram pois têm bebês, ou gente doente ou velha que precisa dormir direito. Lembro de quando tive comigo meu pai, já esclerosado, bem velhinho, que se assustava com qualquer barulho alto e estranho vindo da rua. Infelizmente, os interesses econômicos e políticos se sobrepõem nesta cidade à necessidade de qualidade de vida de seus habitantes.

Então é isso, meu caro leitor de Natal e alhures. Encerro agora esse assunto e voltarei amanhã, domingo, retomando o ritmo de um texto por dia como você já está acostumado.





Você cumpre seus horários?

30 11 2009

Pense assim: se você fosse ganhar dez centavos por cada hora que já passou esperando por alguém que estava atrasado, você seria quase milionário, não é? Eu, com certeza, seria.

Vivemos numa sociedade – pelo menos no Brasil, que é onde eu vivo – onde é praxe não se respeitar horário. “Ninguém chega na hora mesmo”, dizemos, e saímos calmamente com 10, 15, 30 minutos de atraso para os nossos compromissos. Chagamos ao ponto de reclamar quando as coisas começam na hora, como vi uma vez, num seminário que fiz em Natal. A programação incluía um show de encerramento de nada mais nada menos que os Titãs, um show fechado somente para os participantes, marcado para as 21h30. Na saída do show, às 22h45 mais ou menos, havia pessoas revoltadas pois haviam chegado há pouco e o show já havia terminado. Acostumadas com os espetaculares atrasos desse tipo de evento, chegaram uma hora depois.

No tempo em que eu gostava de fazer festas – década de 1980, época das grandes festas na minha casa da rua da Saudade – eu marcava o fuzuê para as nove da noite mas as pessoas só começavam a chegar à meia-noite; se eu marcasse para a meia-noite, chegavam às três da manhã, para espanto de estrangeiros que eventualmente estavam entre os convidados e que chegavam na hora certa. Lá ficava eu, entretendo esse povo até a multidão chegar, com três horas de atraso.

Os alunos chegam atrasados nas aulas – e o professor também (na UFRN, onde ensinei por quase 30 anos, era assim). A faxineira, o jardineiro, o pedreiro, ninguém chega na hora e nós, como ficamos esperando por eles para poder sair, nos atrasamos também, gerando um efeito em cascata difícil de controlar.

O pessoal que vem dar assistência técnica à TV por assinatura ou à máquina de lavar marca o dia, mas não marca a hora. E se dizem que estão vindo no “primeiro horário” – esta entidade abstrata que pode ser qualquer coisa – pode ter a certeza de que chegarão às cinco e meia da tarde, quando você já perdeu o dia inteiro esperando por eles.

No consultório médico é que a coisa é mais grave. Antes eu escolhia meus médicos pela competência técnica, pelo currículo, queria saber onde tinha feito residência, qual serviço havia frequentado na especialização. Agora não. Agora procuro aqueles que atendem com hora marcada, embora sejam muito raros; e quando não encontro, seleciono o profissional pelo conforto das poltronas da sala de espera ou pela presença de rede wi-fi para me distrair navegando na internet durante as três ou quatro horas que sei que vou passar ali.

E imagine como seria interessante a vida se os ônibus urbanos tivessem hora certa para passar nos pontos. Fico imaginando como deve ser viver num país onde se cumpre horários, na Inglaterra, por exemplo, onde há um trens que passam às 13h52, nem mais nem menos.

O que fazer? Para mim, só tem uma solução: romper com o padrão de atraso. Sempre fui considerada chata e “casquinha” pelos alunos porque começava as aulas na hora. Mas isso era somente no início, porque depois eles se acostumavam e passavam a chegar no horário. Cumprindo os compromissos na hora, cada um de nós estará dando o exemplo e rompendo com o padrão de atraso e perda de tempo que aflige todo mundo, gerando estresse, desperdício de horas preciosas e gasto de dinheiro.

E você, meu caro leitor? O que acha disso tudo? Você acha que devemos assumir mesmo o jeito atrasado de ser ou que devemos romper com o padrão? Fica a pergunta.