A beleza de Natal

29 11 2009

Nas fotos de Sandro Fortunato, um pouco da beleza de Natal, nas margens do Potengi.

Pôr-do-sol no rio Potengi. Natal-RN. Foto de Sandro Fortunato.

Um gato na janela. Natal-RN. Foto de Sandro Fortunato.

Aprendendo o ofício desde cedo. Natal-RN. Foto de Sandro Fortunato.

A camisa do garoto é o desejo de todo rubronegro neste domingo: a vitória do Mengo. Eu também quero.





De novo os ceresumanos

14 09 2009

Saio pouco de casa. O mundo ultimamente se tornou um lugar barulhento, quente e sem vagas para estacionamento. Eu também fiquei mais velha, mais exigente, mais seletiva, mais comodista. Além disso, em casa tenho o mundo inteiro à minha disposição através da TV a cabo e da Internet, sem falar nos famosos 1.800 livros mencionados aqui tantas vezes. Quando saio, é para jantar ou almoçar com amigos, ir ao shopping ou livraria, dar uma volta de carro, visitar filhos ou amigos. Como não bebo nem gosto de balada ou noitadas, não vou a barzinhos; e qualquer reunião com mais de quatro pessoas para mim é evento, e não frequento eventos. Mas gosto muito de receber visitas, além de visitar muito também.

Enfim, estou caminhando para ser uma anacoreta urbana, empoleirada neste quarto andar, distante “do mundo e das suas pompas”, cumprindo o destino astrológico que colocou Vênus e a Lua em conjunção na minha décima segunda casa, só não me tornando uma freira por causa dos pecados cometidos na juventude e que, mesmo indo contra o bom-senso, estou doidinha para cometê-los de novo.

Oscar Wilde

Oscar Wilde

Reproduzo de memória um texto de Oscar Wilde em “O Retrato de Dorian Gray” – o livro está ali na estante mas estou com preguiça de me levantar para pegá-lo – sobre essa coisa dos pecados da juventude.

Num jantar, uma mulher já velhusca pergunta ao personagem:

– Como poderia sentir-me jovem outra vez?

– Oh, Lady X., lembra-se de alguma grande loucura que tenha cometido na juventude?

– É claro.

– Então cometa-a novamente…

Outra coisa que me assusta no mundo exterior é a presença dos ceresumanos, criaturas que parecem comigo mas que definitivamente não pertencem à minha espécie sendo, como já disse, meus “dessemelhantes”. Ontem, no supermercado mais alinhado da cidade, encontrei cinco espécimes. Três rapazes, duas moças, todos na casa dos vinte anos. Lindos, altos, bem proprocionados, bem vestidos, roupas caras, as garotas muito manicuradas e penteadas, roupas de griffe, bolsas caríssimas, tudo de muito bom gosto; não eram certamente garotas de programa como alguns podem estar pensando.

Em bloco, essas cinco criaturas se deslocavam pelos corredores da loja, falando em tom altíssimo, zoando uns com os outros aos gritos, usando palavrões, desarrumando as prateleiras, arrotando alto e emitindo outros sons escatológicos, e imitando animais. Os rapazes latiam, miavam, esturravam; e as moças cacarejavam e grasnavam, numa barulheira infernal, inadmissível naquele local e tolerável apenas se fossem crianças muito pequenas, e olhe lá.

Os ceresumanos também são identificáveis no cinema, e Sandro Fortunato, do blog Algo a Dizer, registrou um dia desses a presença deles. Eu deixei de ir ao cinema também porque me assusta a convivência com esses meus dessemelhantes, cada vez em maior número e mais barulhentos, fazendo-me lembrar do clássico cinematográfico  “Invasores de Corpos”, onde seres alienígenas se apossam do corpo das pessoas.

Tenho paciência com muita coisa neste mundo. Mas com os ceresumanos, fruto da falta de educação, representantes da grosseria e da cafajestice, meu grau de tolerancia é zero.


Uma mulher já velhusca – assim como nós pergunta:
– Como poderia sentir-me jovem outra vez?
– Oh, Lady X., lembra-se de alguma grande loucura que tenha cometido na juventude?
– É claro.
– Então cometa-a novamente…




Dois copinhos e um barbante

15 08 2009

Um leitor deste blog me mandou esta semana um email perguntando se determinado texto postado aqui não já havia sido antes publicado no Tribuna do Norte. Quando eu disse que sim, que o texto já havia sido publicado, ele chiou! Pois é: esses meus leitores são danados de temperamentais, chiam, reclamam, xingam – a maior parte elogia e gosta – mas eu também dou a mesma atenção para as reclamações, uma vez que é ouvindo a voz discordante que crescemos e aprimoramos o trabalho.

Pois bem, como ia dizendo, o meu leitor xingou porque, segundo ele, não estava querendo “ler matéria requentada”! Mas minha gente, me diga: eu posso fazer algo além de me divertir com uma coisa dessa? Primeiro porque não tenho intenção de publicar inéditos; depois porque não sou jornalista, não publico “matérias”. Sou uma escritora, e agora blogueira. Publico textos, crônicas, artigos, conversa fiada, miolo de quartinha, coisas escritas na hora – como essa de hoje – e também textos que foram publicados em jornais e se perderam, embulhando o peixe no mercado no outro dia, e que jamais sairão publicados em livro.

Este blog, entre outras coisas, tem a proposta de recuperar esses textos, porque uma vez publicados na Internet e não sendo deliberadamente apagados pelo autor, aqui ficarão eternamente, espero eu, abrigados em algum dos trocentos milhões servidores que existem pelo mundo afora. Vocês devem ter notado que é essa tônica que caracteriza o Umas & Outras nessa sua nova fase. (Leia mais sobre o Umas & Outras no link Quem Somos, abaixo do cabeçalho do blog.)

telefonelataAqui, escrevo geralmente textos novos, mas isso não me impede de postar textos adredemente escritos, como gostava de dizer a minha avó, com sua mania de palavras em desuso. E nestes próximos dias, em que estou mudando de cidade, sem Internet, prepare-se para ler algumas coisas “requentadas”, como diria o meu caro leitor cujo comentario deu início a este post. Além disso, tenha paciência se eu não responder imediatamente aos comentários. A partir de segunda-feira, estou dependendo da dupla Oi/Velox, e quem depende dessa dupla está sujeito a chuvas, trovoadas e tsunamis, sem nenhuma esperança de uma previsão segura.

Diz Sandro Fortunato, com sua eterna mania de reclamar e de botar defeito nas coisas, que depois de “umas duas semanas e muitos telefonemas, eles entregam dois copinhos e o barbante em sua casa…” Esperemos, pois.





Sem assunto…

16 05 2009

O meu caro leitor deve estar se perguntando: se está sem assunto, por que bloga? E eu respondo: porque a proposta deste blog é ter um post por dia durante um ano.

Então, trate de me aturar porque além de sem assunto eu estou mortinha de preguiça neste sábado chuvoso.

Foto de Hugo Macedo. Visite o blog em http://fotohugo.blogspot.com

Foto de Hugo Macedo. Visite o blog em http://fotohugo.blogspot.com

FRASE

“Nunca serei velho. Para mim, a velhice começa quinze anos depois da idade em que eu estiver.”

(Bernard Baruch, que morreu aos 95 anos em 1965.)

Colégio N. Sra.do Bom Conselho, em Bom Conselho-PE, onde eu fui interna nos anos de 1956 e 1957. O colégio é tradicional daquela região do AGreste de pernambuco, fundado pelo missionário Frei caetano de messina há mais de 150 anos. Visitei-o em 2004, quase 50 anos depois que fui interna lá. Pense numa emoção!

Colégio N. Sra.do Bom Conselho, em Bom Conselho-PE, onde eu fui interna nos anos de 1956 e 1957. O colégio é tradicional na região do Agreste de Pernambuco, fundado pelo missionário Frei Caetano de Messina há mais de 150 anos. Visitei-o em 2004, quase 50 anos depois que fui interna lá. Pense numa emoção!

OUVIDO (OU LIDO) NA INTERNET

Um hipocondríaco vai ao médico e  diz:
– Doutor, a minha mulher me traiu há uma semana e ainda não me apareceram os chifres. Será falta de cálcio?

Fotos histórica: Braulio Tavares, Fuba e Pedro Osmar. Quem é da Paraíba conhece.

Foto histórica: Braulio Tavares, Fuba e Pedro Osmar, em algum lugar do passado. Quem é da Paraíba conhece.

FRASE OUVIDA NÃO SEI ONDE

A adversidade é a pedra onde amolo a minha faca.

Sem legenda. E antes que me acusem de politicamente incorreta, comunico que estou loura também, por uns dias.

Sem legenda. E antes que me acusem de politicamente incorreta, comunico que estou loura também, por uns dias.

LÍQUIDO CARÍSSIMO…

O que é que custa entre 6 e 14 mil reais o litro e não serve nem para beber? Resposta: tinta de impressora, essas máquinas malditas que inventaram somente pra gente comprar o tal líquido…

Eu e o paredão do centro Cultural do Banco do Brasil em Brasília. A foto é de Sandro fortunato, a pose pe minha. Novembro de 2006.

Eu e o paredão do Centro Cultural do Banco do Brasil em Brasília. A foto é de Sandro Fortunato, a pose é minha. Novembro de 2006.

MAIS UMA FRASE

“Corta tua própria lenha e ela te aquecerá duas vezes”

(Thoreau)

Bons tempos em que queríamos resolver os problemas do mundo na cama...

Bons tempos em que queríamos resolver os problemas do mundo na cama...

SÓ MAIS OUTRA…

“Nossa juventude adora o luxo, é mal-educada, caçoa da autoridade e não tem o menor respeito pelos mais velhos. Nossos filhos hoje são verdadeiros tiranos. Eles não se levantam quando uma pessoa idosa entra, respondem a seus
pais e são simplesmente maus.”

(Sócrates, filósofo grego, 470-399 a.C.)

...e, finalmente, nunca houve nem haverá uma mulher como Gilda.

...e, finalmente, nunca houve nem haverá uma mulher como Gilda.