Dia Mundial da Água

22 03 2010

Há alguns anos, escrevi um folheto de cordel para ser usado numa campanha da Secretaria de Recursos Hídricos do meu estado, o Rio Grande do Norte. A Secretaria Nacional gostou tanto que reconheceu a autoria – coisa que raramente se faz em peças publicitárias feitas de encomenda – e incluiu na sua biblioteca de publicações.
Hoje, comemorando o Dia Mundial da Água, divulgo aqui esse trabalho

A ÁGUA É UM BEM DE TODOS, por Clotilde Tavares

Peço à Musa da Poesia
Que me dê inspiração,
E a você, caro leitor,
Eu peço a sua atenção.
Escute bem o que eu digo
E depois responda, amigo,
Se não estou com a razão.

Vou lhe falar sobre a água,
Este líquido precioso,
Que nos dá saúde e vida,
Torna o mundo mais ditoso.
Mata a sede da criança
E recobre de esperança
O chão mais seco e terroso.

A água é o grande recurso
Da nossa Mãe Natureza.
Seu valor é inestimável,
Quem tem água, tem riqueza.
Tudo brota, tudo cresce,
Com ela a terra floresce
E se cobre de beleza.

A água serve pra tudo
Que você possa pensar.
Serve pra matar a sede,
Pra comida preparar.
Serve pra molhar as plantas,
Suas vantagens são tantas
Que ninguém pode negar.

Serve para tomar banho,
Pra lavar roupa também.
Com ela se lava a casa,
O paiol e o armazém.
Água fornece saúde,
E a limpeza é uma virtude
Que só traz o nosso bem.

Leia o restante aqui.





As urupembas de alumínio

29 12 2009

Foto de Canindé Soares - http://www.canindesoares.com

Uma das imagens que mais me impressiona quando viajo pelo interior é a visão das antenas parabólicas sobre os telhados das casas. Em alguns lugares, a imensa antena em forma de panela escora o casebre que parece se sustentar de pé apenas por obra da antena. Por pobres que sejam, a maioria tem parabólica. Numa pousada em que me hospedei um dia desses, a TV fica na sala, uma TV enorme, com uma imagem espetacular; sentado no sofá, um garotinho de calção e descalço, um indiozinho cariri, com o controle remoto na mão, dominando todas as estações, passeando pelos canais.

Aí está, penso eu, a síntese da nossa realidade. Imagens aparentemente contraditórias, inconciliáveis, mas que terminam resumindo as mudanças pelas quais o nosso país está atravessando, principalmente longe dos centros adianatados: o casebre e a parabólica, o indiozinho cariri e o controle remoto.

O dono da casa comentou comigo: “Antes dessa televisão, eu pensava que só tinha duas línguas no mundo: essa que a gente fala e o inglês. Agora eu sei que tem muitas línguas diferentes, língua que não acaba mais. Deve ser por isso que tem tanta guerra. Ninguém se entende…”

Em outra casa, vi uma mulher de 82 anos, professora aposentada, que mora com a irmã de 89 anos, já doente, de quem cuida. Sobre a velha e escalavrada mesa de madeira, que parece ter mais de um século, um espetacular aparelho desses grandes e modernos, em frente ao qual as duas se distraem. “E vêem que tipo de programa?” pergunto eu.  “De um tudo, minha filha”, diz a mais nova. ” Mas o que a gente gosta mesmo é de rezar”. Rezar junto com a TV, evidentemente, acompanhando os inúmeros programas religiosos que existem.

O professor e poeta Geraldo Bernardo, que vive em Sousa, sertão da Paraíba, escreveu um divertido texto no qual fala sobre a parabólica, que ele chama de “arupemba de alumínio”, onde o matuto descreve o que viu na TV: “A primeira imagem que apareceu era uma galega toda entroncada, fazendo muganga com a bunda, uns negão com os dentes no quarador, a meninada inventou de rebolar, chamando aquilo de pagode.” E continua, divertido e espantado: “E o cabra continuou mudando de imagem, era cada coisa diferente, tinha desenho de bicho fazendo papel de gente, cada lapa de mulher, Zé de Lídia chega babava…”

O matuto, então, questiona: “Agora pergunto pra que? Uma bacia de alumínio em cima da casa, encandeando os olhos dos outros? Não serve para soprar arroz, café ali não se torra, se pelo menos juntasse ága! Mas eu mesmo espondo qual a sua serventia, ou será que ninguém percebeu, que com esse progresso da ciência muito menino nasceu? Hoje em dia, mulher velha, parideira, sabe menos das coisas de que essas meninas, de tanto verem nas novelas amancebo, baitolagem e coisa e tal, em tudo que é canal. Enquanto isso, as parabólicas vão aumentando, as saias diminuindo e o sertão se enchendo de menino…”





Natal: a festa da Fé

24 12 2009

Observo, com alguma surpresa, que o Natal já foi uma festa pagã, depois tornou-se cristã, e pelo visto está prestes a se tornar pagã novamente pela corrida desenfreada às lojas, pela substituição das igrejas pelos shopping-centers como lugares de celebração, e por ter se tornado para muita gente uma festa sem significado, sem reverência, sem milagre.

Há ainda um aspecto interessante. O Natal é antes de tudo uma festa de família, que desde o tempo do paganismo sempre foi comemorada em família, no interior do lar, em volta de uma ceia. Mas hoje em dia geralmente estamos cansados, estressados e cheios de obrigações de última hora. São as duras injunções da vida moderna, dita “civilizada”, que nos arrasta a esse torvelinho de compras de última hora, embalagens para presentes, confraternizações, amigos secretos e muita agitação no trânsito, aumentando o número de acidentes.

Não posso deixar de me lembrar dos natais da minha infância, quando não existia essa entidade chamada shopping-center em torno da qual se estrutura praticamente toda a nossa atividade natalina. Naquele tempo as coisas eram mais simples, menos sofisticadas. Quando criança, nunca me levaram para “ver Papai Noel no shopping” ou em qualquer outro lugar. Em Campina Grande, no início da década de 1950, coisas como essas eram distantes dos nossos festejos, e como Papai vez por outra estava desempregado, havia natais em que não adiantava colocar o sapatinho na janela do quintal porque o bom velhinho não vinha mesmo.

Mamãe, com sua sabedoria, contou a mim e a Bráulio que Papai Noel era o pai da gente mesmo, mas só quando havia dinheiro; e que se em um ano as coisas estavam ruins, era sinal de que no outro ano elas estariam melhores. Dessa maneira simples, nos ensinou a Esperança. E não sei como, dava um jeito de arranjar uns trocados e nos levava para “a festa”, que era como chamávamos o parque de diversões armado em toda a extensão da avenida Floriano Peixoto, a principal rua da cidade, com roda-gigante, carrossel e os pavilhões onde todos bebiam e comiam à vontade. Lá, dava algumas voltas conosco no carrossel e depois voltávamos para casa, ainda tontos e com os olhos cheios das luzes em redemoinho… Não havia ceia, nem presentes, mas estávamos felizes.

Hoje não é mais assim. As estatísticas mostram que na época de Natal há maior incidência de crises de depressão e de suicídios, principalmente entre pessoas idosas. Há uma condição já reconhecida na clínica chamada “Christmas blues” ou “depressão de Natal”. A pessoa sente-se triste, desamparada, desanimada, sem perspectiva. Os encontros de família contribuem para tornar mais intensos ainda esses sentimentos, e fica-se muitas vezes lembrando do que passou, mas não com aquela saudade boa e nostálgica, de quem “foi feliz sem saber”: ao contrário, a lembrança vem cheia de dor e solidão, de sentimento de perda irreparável, de profunda tristeza, de angústia extrema.

É por isso que tem gente que simplesmente “detesta o Natal”. Esta “depressão de Natal” tem alguns fatores desencadeantes: sentimentos de culpa por coisas mal resolvidas do passado, estresse e cansaço (isso acontece quando o freguês entra na maratona de compras-ceia-comemorações) e dificuldades com a família.

Como se defender da praga? Cuidar da cabeça, de preferência com ajuda profissional; minimizar as expectativas, não esperando de uma simples festa de Natal mais do que ela pode dar; procurar não se cansar muito fisicamente, comer e beber com moderação, pois afinal não estamos cobertos de neve para precisarmos nos empanturrar de calorias; ter tolerância e compreensão com a família reunida, e respeitar as esquisitices de cada um, não se envolvendo em disputas; não tomar resoluções drásticas e superiores às nossas capacidades; e, finalmente, permitir-se ficar triste e ter saudade, pois a tristeza e a nostalgia pelo que se foi são sentimentos naturais e devem ser experimentados, respeitados, aceitos e vivenciados.

Natal/2006.

Finalmente, lembrar novamente do Milagre. Sugiro a você, que está triste, que escolha o Natal deste ano como a festa da Fé, a festa do Milagre e a celebração da Esperança. Não importa o que aconteceu: se houver Fé na possibilidade do Milagre isso já é garantia de que o Milagre aconteça.

Feliz Natal.





Ser feliz todo santo dia

24 11 2009

“Eu seria hipócrita e mentirosa se dissesse que não gosto do dinheiro nem das coisas que o dinheiro compra. Essas coisas absolutamente não ‘impedem’ a felicidade mas às vezes a pessoa mistura os canais, e passa a pensar que, tendo tais coisas, será feliz. As coisas que trazem felicidade não têm nada a ver com aquelas que o dinheiro compra. As pessoas podem ter ambas, e somente a capacidade de discernir umas das outras já seria um primeiro passo muito bem dado no caminho da felicidade. Eu adoro uma roupinha de griffe, uma bolsa chique, bons restaurantes, CDs e livros. Mas felicidade mesmo são os bracinhos do meu neto em torno do meu pescoço, é ver minha linda filha Ana Morena cantando no palco, e olhar para este céu azul da Paraíba e saber que nasci neste chão, que sou filha desta terra. Isso é felicidade e dinheiro nenhum no mundo pode comprar”.

Esse é o trecho de uma entrevista que dei em janeiro de 2006 a uma moça muito simpática, a Carolina Arêas, que tem um blog sobre terapia floral.

A entrevista era sobre uma ideia que defendo, e que diz que a felicidade não cai do céu no nosso colo, mas é alcançada através da prática diária e de uma firme disposição de ser feliz, não num futuro distante, quando o filho se formar, ou terminar de pagar a casa, ou fizer a tão sonhada viagem à Europa, mas ser feliz, hoje, aqui, agora, enquanto estou teclando este post no notebook.

Vivo por aí defendendo esta ideia em palestras que faço e textos que escrevo. Escrevi um livro inteirinho sobre isso: “A magia do cotidiano: como melhorar sua qualidade de vida”. Fico agoniada quando vejo gente reclamando da vida, culpando a tudo e a todos pelos seus problemas, desperdiçando esse mundo tão bonito de se viver.

Eu acho o mundo bonito e bom de verdade, meu caro leitor, e se às vezes ele se desorganiza em enchentes, terremotos e furacões nós não estamos aqui, com força e coragem, para começar tudo de novo? Se há roubo, corrupção, patifaria, nós não estamos aqui para fazer a nossa parte, divulgando, denunciando, cobrando? Ah, eu não tenho jeito mesmo. Sou uma otimista incurável!

E com essa injeção de alegria, com o desejo de ver “o mundo todo belo e pintado de amarelo” como disse um dia desses a minha amiga Denize “La Reina Madre” Barros, é que eu lhe deixo hoje, pronto para encarar mais um dia, o primeiro do resto de nossas vidas, por que não?

Clique aqui para ver o resto da entrevista que dei para a Carolina Arêas e aproveite para zapear um pouco no blog dela, que é muito agradável.

 





Pelo buraco da fechadura

3 09 2009

Hoje foi o meu primeiro dia depois da mudança no qual eu  iria estar com o apartamento arrumado (quase), com as coisas no lugar (quase). Mas não pude desfrutar do meu espaço como gostaria. Às sete e meia da manhã um carro de som estacionou em frente ao meu prédio, que fica na lateral do D.E.R. Os funcionários daquele órgão resolveram fazer uma paralisação de um dia reivindicando reposição salarial e só podem fazer isso com muito barulho, muita zoada, incomodando quem não tem nada a ver com o assunto, no caso, eu e os outros infelizes moradores do prédio e cercanias.

Aí, depois de passar duas horas escurando músicas de gosto duvidoso e discursos cheios de retórica, referências obsoletas ao capitalismo e às forças sociais, além de sandices como “bom-dia a todos e todas”, eu não aguentei mais e fui para a casa da minha filha em outro bairro, onde estou agora.

Meu dia foi pro brejo, meu planejamento para hoje fez água e afundou e não pude desfrutar do meu apartamento arrumado (quase) pela primeira vez. Então, divido com você essas fotinhas, que fiz hoje antes de sair de lá. Depois de cinco e meia da tarde, voltarei, esperando que a barulhada já tenha acabado.

Aí estão os 1.800 livros, que já subiram para as estantes. Delas, somente a primeira à esquerda está arrumada. nas outras empilhei os volumes, que terão forçosamente que passar por uma triagem ara poderem caber nas prateleiras. Isso se eu conseguir me livrar deles.

Aí estão os 1.800 livros, que já subiram para as estantes. Delas, somente a primeira à esquerda está arrumada. Nas outras empilhei os volumes de qualquer jeito, e eles terão forçosamente que passar por uma triagem para poderem caber nas prateleiras. Isso se eu conseguir me livrar de algum, o que duvido. No braço do sofá, a bandeja com os restos do café da manhã, tomado em meio à algazarra de discursos e música ruim.

A parede em frente às estantes é azul: eu adoro essa cor. Gosto de todas as minhas quinquilarias ao meu redor, porque preciso de muitos estímulos visuais.

A parede em frente às estantes é azul: eu adoro essa cor. Gosto de todas as minhas quinquilharias ao meu redor, porque preciso de muitos estímulos visuais. O restante da parede livre será preenchido pelos quadros. Tenho muitos, e você já pode ver dois, querendo "subir" para as paredes. Mas pregar quadro exige muita reflexão, muito pensamento. Era algo que eu ia fazer hoje, mas não pude, expulsa pela zoada. Notem que tenho um binóculo pronto para espionar a vizinhança.

Outra visão da sala, com a parede azul e a grande porta de vidro de seis painéis, quase cinco metros de extensão que eu estou dando tratos à bola para encontrar um modelo de cortina que eu goste e que eu possa comprar.

Outra visão da sala, com a parede azul e a grande porta de vidro de seis painéis, quase cinco metros de extensão que eu estou dando tratos à bola para encontrar um modelo de cortina que eu goste e que eu possa comprar, porque tenho uma estranha predileção por coisa cara e acima do meu orçamento. Entra muita luz por aí, e preciso de um filtro eficaz senão tenho que andar de óculos escuros dentro de casa.

E basta de voyeurismo por hoje. Na sequência irei sempre postando aqui um pedacinho e outro da minha casa, porque sei que o meu caro leitor é curioso e adora olhar pelo buraco da fechadura.

Este post é dedicado a Denize “La Reina Madre” Barros, artista e designer maravilhosa. Se você não tem ainda uma bolsa da griffe La Reina Madre, não é uma mulher completa.





O barulho vem de jegue

21 07 2009

Ontem à noite estava eu muito bem sentada às nove da noite vendo minha série favorita na TV. Na segunda feira, vejo C.S.I às oito no AXN, Medium às 9 no Sony e The Mentalist às 10 no Warner. Então eram nove horas em ponto e o capítulo de Medium mal havia começado quando um barulho ensurdecedor começou na rua em frente ao meu prédio.

jegueFui olhar o que era. No meio da rua, dividindo a faixa com os carros, estava estacionada uma carroça, puxada por um animal. A carroça era toda ornamentada e portava um equipamento de som. O cavalo também estava vestido a caráter, enfeitado que só jumento de cigano. De pé, um homem enfeitadíssimo, com uma roupa cheia de lantejoulas que me pareceu aquelas coisas mexicanas: chapelão enorme, colete, calças justas, enfim, um “mariachi”. Pelo menos foi essa a visão que tive da minha varanda, no sexto andar.

O motivo da balbúrdia eu fui entendendo aos poucos. Alguém no prédio aniversariava – era um aniversário de casamento – e o “Tele-jegue”, que era o nome da “coisa”, estava ali, casamento3contratado por alguém, para fazer a homenagem ao casal. O “locutor” fazia piadas, sendo que eu jamais imaginei que um casal completando 35 anos de casados gostasse de ouvir piadas daquele tipo. As piadas eram entremeadas com músicas, que pareciam ser religiosas, desse tipo de música chata que as pessoas quando ouvem levantam os braços e balançam de um lado para outro. Na calçada, havia onze pessoas, incluindo o casal homenagado. O prédio tem 80 apartamentos; a quatro moradores cada, são 320 pessoas, das quais pelo menos trezentas aguentaram a barulheira sem terem nada com ela.

Entre uma música e uma piada, o “tele-jegueiro” anunciou que estava incrementando ainda mais a carroça, que em breve ela teria um palco, um sistema próprio de iluminação, máquina de fumaça e um som ainda mais potente “para animar ainda mais a sua festa”. A função durou 45 minutos, e eu perdi o episódio que estava assistindo na TV.

barulhoÉ por isso que eu, apesar de gostar muito do Brasil, às vezes tenho vontade de morar num país civilizado somente pra ter a experiência. Aquela coisa que a gente vê nos filmes: um barulhinho a mais numa vizinhança residencial, com cinco minutos a polícia está na porta, muito educada mas muito firme, pedindo explicações e acabando com o fuzuê. Aqui, liga-se para a polícia, não é com ela; liga-se para a SEMAN, estão sem carro para atender.

Ao feliz casal, mesmo deplorando seu mau-gosto, ou de quem lhes ofereceu o presente, meus parabéns pelos 35 anos de união. Falizmente no próximo ano, quando completarem os 36 anos,  eu não estarei mais aqui, para presenciar vexame semelhante e ser impedida no meu direito de cidadã pagante de impostos de assistir meu programa preferido na  TV.





Dez coisas que melhoram a vida

18 07 2009

moisesEu estava lendo o Hype Science, que é um site do qual gosto muito, e dei com uma matéria com o título Dez maneiras de mudar sua vida em 59 segundos. Só como título é um achado, porque são DEZ maneiras – quantidade sempre associada a coisas eficazes como os DEZ mandamentos -, contém a palavra mágica “mudar sua vida”, coisa que todo mundo quer porque a maioria das pessoas não está satisfeita com a sua e finaliza com os tais 59 segundos, de maior força semântica do que 1 minuto, por exemplo. Qualquer coisa feita em 59 segundos tem um apelo irresistivel para a maioria preguiçosa – na qual me incluo – que quer resolver seus problemas ou dificuldades no menor espaço de tempo possível. É por isso que as pessoas querem perder os dez quilos que aumentaram em cinco anos em apenas dois meses ou que todo mundo quer ficar rico do dia para a noite e sem trabalhar muito.

Voltando ao artigo, ele trata do livro de Richard Wiseman, psicólogo, “59 seconds. Think a little. Change a lot”, ainda não publicado no Brasil. Com conselhos simples, baseados em fatos comprovados pela ciência, Wiseman propõe um pequeno esforço para uma mudança consistente, incluindo coisas como usar pratos e copos menores para comer menos nas refeições ou contar seus objetivos a amigos e parentes para comprometer-se consigo mesmo a atingi-los. Você pode ler mais sobre o livro no site do HypeScience.

thailand15Eu mesma escrevi um livro assim, chamado “A magia do cotidiano: como melhorar sua qualidade de vida”, (São Paulo, A Girafa Editora, 2005), um livro sobre coisas simples do dia-a-dia que qualquer pessoa pode fazer, coisas que não exigem habilidades especiais e realmente melhoram a vida, e tudo baseado em fatos científicos e na minha experiência como pessoa e profissional de saúde. É um livro que foi escrito há mais de dez anos, que teve a sua primeira edição em 1999 – uma edição artesanal, que eu mesma fiz, e que está esgotada. Este livro ainda me agrada muito e me deixa satisfeita por tê-lo escrito.

Eu não li o livro do psicólogo inglês. Mas vou lhe sugerir aqui dez coisas que só demoram 1 minuto para serem feitas e melhoram muito a sua vida.

1 – Levante AGORA do computador e beba um copo de água. A maioria das pessoas bebe muito pouca água.

2 – Já que está de pé, fique na ponta dos pés e se estique todo, como se quisesse alcançar o teto. Sua coluna agradece.

3 – Abra e feche as mãos com força dez vezes. Previne a tendinite e a L.E.R.

4 – Feche os olhos, faça uma respiração profunda e pense numa coisa boa.

5 – Mude de lugar aquela mesa, ou cadeira, ou armário, com o qual você sempre está trombando e dizendo um palavrão em seguida.

6 – Pegue o telefone AGORA e faça aquele telefonema que você está adiando. É menos de um minuto o tempo gasto para discar os algarismos.

7 – Reserve um minuto do dia para observar a natureza. Pode ser agora.

8 – Não importa que hora do dia ou da noite seja: decida que você vai fazer de tudo para ser feliz nas próximas 24 horas.

9 – Beije detalhada e carinhosamente alguém que você ama. Somente durante um minuto. Mas planeje antes, para aproveitar bem.

10 – Clique uma vez por dia em https://clotildetavares.wordpress.com